Ibovespa em viés de baixa; Petrobras pode atingir máxima histórica
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Ibovespa em viés de baixa; Petrobras pode atingir máxima histórica
4 mai 2026

Mercado internacional
As bolsas internacionais iniciaram a semana em movimento misto, refletindo um cenário de incertezas globais. Os índices futuros nos Estados Unidos recuaram cerca de 0,2%, indicando uma abertura negativa para os mercados americanos. Na Europa, as principais bolsas apresentaram queda próxima a 1%, com destaque para o índice Eurostoxx 50, que recuou 1,05%. Já no continente asiático, os mercados fecharam em alta, com o índice japonês subindo 0,38% e a bolsa de Hong Kong avançando 1,24%.
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O setor de commodities mostrou força nesta segunda-feira, com destaque para o petróleo, cujo barril valorizou cerca de 2,5%, sendo cotado na faixa dos US$ 110. Essa valorização reforça a tendência de alta de curto prazo observada para o produto. O minério de ferro acompanhou o movimento positivo, com valorização de 0,61%, negociado em torno de 108,35 pontos, mantendo uma trajetória de alta sustentável no horizonte imediato.
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Internamente, o Ibovespa apresentou recuperação na última sessão antes do feriado, com alta de 1,39%, fechando aos 187.317 pontos. No entanto, o índice permanece inserido em um viés de baixa, após reverter a tendência de alta de curto prazo na semana passada. A possibilidade de o Ibovespa cair abaixo da mínima recente (184.504 pontos) gera expectativa para testes de suportes relevantes, especialmente nas regiões próximas a 181.000 pontos e, em caso de aprofundamento, nos 176.200 pontos.
Dólar
O dólar comercial encerrou o último pregão do mês anterior em queda expressiva de 1,11%, cotado a R$ 4,980. Essa movimentação confirma a tendência de baixa da moeda norte-americana frente ao real, vigente nos horizontes de curto, médio e longo prazo. Para que ocorra uma reversão desse cenário, a cotação precisaria recuperar níveis acima de 5,035 pontos, com sinal mais forte se ultrapassar os 5,077 pontos. Até que isso aconteça, o ambiente permanece favorável para a desvalorização do dólar.
Petrobras (PETR4)
A Petrobras finalizou a última sessão antes do feriado com valorização modesta de 0,25%, fechando a R$ 49,08. No âmbito semanal, o ativo acumulou alta de 3,8%, enquanto no mês apresentou valorização de 2,04%. O papel sustenta uma tendência de alta em quase todos os prazos operacionais, ainda que o viés diário esteja indefinido. A superação do patamar dos 49,65 reais, especialmente com o barril de petróleo mantendo ganhos próximos de 2,7%, reforça a expectativa de que a ação possa romper essa resistência ao longo da semana, podendo inclusive registrar nova máxima histórica acima de R$ 50,10.
Vale (VALE3)
A ação da Vale encerrou o último pregão em alta de 2,19%, cotada a R$ 81,18, depois de uma semana mais volátil, que incluiu queda acentuada de 5,55%. No acumulado do mês, o papel recuou 1,67%. Do ponto de vista técnico, a ação mantém uma tendência de alta em médio a longo prazo, mas apresenta viés de baixa no curto prazo. A perspectiva mais otimista para o curto prazo surge com a recuperação do preço acima de R$ 84,40. Enquanto isso não ocorre, a recomendação para jogadores de curto prazo segue cautelosa, com atenção para possível correção dentro da tendência maior.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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