Ibovespa mantém viés de baixa enquanto Petrobras retoma trajetória de alta
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Ibovespa mantém viés de baixa enquanto Petrobras retoma trajetória de alta
5 mai 2026

Mercado internacional
As bolsas internacionais apresentam uma sessão majoritariamente positiva nesta terça-feira, 5 de maio. Os futuros nos Estados Unidos operam em alta de cerca de 0,4%, refletindo otimismo moderado entre investidores. Na Europa, a maioria dos índices também registra ganhos expressivos, como o Eurostock 50, que avança 1,5%, seguido pelo DAX da Alemanha com alta de 1,1% e o CAC 40 da França, subindo 0,75%. Contudo, há discrepâncias regionais, principalmente em Londres, onde o índice FTSE 100 recua 0,9%.
A Ásia traz um cenário misto: o índice japonês Nikkei tem alta de 0,38%, enquanto o mercado de Hong Kong fecha em queda de 0,76%.
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No mercado de commodities, destaca-se a queda do barril de petróleo, que recua cerca de 1% para cerca de US$ 110,80, após ter registrado um incremento significativo de 4,37% no pregão anterior. O minério de ferro, por sua vez, avança 0,14%, permanecendo em tendência de alta de curto prazo com cotação em torno de US$ 108,50. O minério demonstra possibilidade de romper um nível técnico importante na faixa dos US$ 109.
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O Ibovespa encerrou o pregão anterior com queda de 0,92%, totalizando 185.600 pontos. O índice não conseguiu superar a sequência de máximas descendentes observadas nos últimos pregões e permanece inserido em um viés de baixa de curto prazo. A expectativa para o mês de maio é mais negativa, embora possa ocorrer alguma correção após o movimento prolongado de queda.
Vale destacar que o Ibovespa acumulou uma forte sequência de dez pregões consecutivos de queda, ocorrida entre 15 e 29 de abril. Desde então, registrou dois pregões com movimentação lateral, mas a tendência de baixa persiste, anulando o ciclo de alta vigente até o fim do mês passado.
Dólar
O dólar comercial apresentou alta de 0,37% no dia anterior, encerrando cotado a R$ 4,998. Apesar desse avanço, permanece abaixo da barreira psicológica de R$ 5,00. Para sinalizar uma reversão da atual tendência de baixa de curto prazo, a moeda norte-americana precisaria superar o patamar de R$ 5,035, enquanto um rompimento mais decisivo exigiria a superação dos R$ 5,077.
Petrobras
A ação da Petrobras fechou em alta de 0,53% no último pregão, com cotação máxima atingindo R$ 49,85 e fechamento em R$ 49,34. O papel conseguiu romper a resistência em R$ 49,65, demonstrando uma leve tendência de alta de curto prazo alinhada com as tendências de médio e longo prazo.
Para que haja uma perda mais significativa da força dessa subida, o fechamento da ação precisaria ocorrer abaixo do nível de R$ 47,50. A expectativa é que a Petrobras se aproxime do rompimento da máxima histórica situada na faixa dos R$ 50,10, apesar do cenário atual de queda no preço do petróleo.
Vale
Por outro lado, a Vale registrou um pregão marcadamente negativo, com queda de 3,1% na última sessão. A ação inseriu-se em uma tendência de baixa de curto prazo, sujeita à aproximação da região de suporte próxima a R$ 75,50 a R$ 76,00.
Esta região representa um suporte importante que poderá ser decisivo para eventuais sinais de alta ou correção da queda que vem se consolidando desde 17 de abril. A ação acumula redução superior a 12% a partir daquela data.
Para dar início a uma reversão ou correção significativa, a Vale precisaria romper a máxima do último pregão, situando-se em R$ 81,36, quebrando assim a sequência de máximas descendentes. O fechamento recente foi de R$ 78,66, e a tendência favorece posições mais conservadoras, com viés de venda de curto prazo após possível correção nos próximos dias.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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