ibovespa recua 1,15% e dólar fecha em leve baixa com incertezas comerciais

minuto-mercado

ibovespa recua 1,15% e dólar fecha em leve baixa com incertezas comerciais

24 jul 2025

Oby CapitalOby Capital

O Ibovespa voltou a cair com força, encerrando o pregão com baixa de 1,15%, aos 133.807,59 pontos – patamar semelhante ao de meados de abril e da última quinta-feira (18). O giro financeiro somou apenas R$ 15,7 bilhões, inferior aos R$ 17 bilhões da véspera. Na semana, o índice acumula leve alta de 0,32%, mas recua 3,63% no mês; no ano, o saldo positivo é de 11,24%. O movimento foi puxado por perdas disseminadas entre as ações de maior peso e liquidez.

Das 84 ações do Ibovespa, apenas 16 encerraram no azul, com destaque positivo para Pão de Açúcar (+1,45%), Petz (+1,00%) e Vibra (+0,74%). Do lado negativo, caíram WEG (-4,68%), Embraer (-3,89%), Cyrela (-3,86%) e Magazine Luiza (-3,33%). Vale ON recuou 1,55%, enquanto Petrobras ficou estável (+0,11% na ON e -0,16% na PN). Entre os grandes bancos, destaque negativo para Bradesco PN (-1,26%) e Santander Unit (-0,45%).

Investidores seguem ajustando posições em meio ao aumento do risco geopolítico e retirada líquida de estrangeiros da Bolsa em julho, que já soma R$ 5 bilhões até o dia 22.

Dólar

O dólar à vista fechou praticamente estável, com leve baixa de 0,06%, cotado a R$ 5,5199, após oscilar entre a máxima de R$ 5,5391 e a mínima de R$ 5,5129. Apesar da volatilidade e da continuidade das tensões comerciais com os EUA, o câmbio brasileiro mostrou resiliência, sustentado por fatores como a alta do petróleo, expectativa de novos estímulos na China e, principalmente, a projeção de inflação mais baixa no IPCA-15.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou a disposição do governo em negociar, mas reconheceu que a falta de interlocução prejudica os avanços. No exterior, o índice DXY subiu 0,22%, mostrando fortalecimento global do dólar, contudo o real conseguiu se descolar desse movimento.

Juros

A curva de juros seguiu pressionada, acompanhando o movimento de alta nos yields globais. No fechamento, o DI jan/26 recuou marginalmente de 14,942% para 14,935%, enquanto o jan/27 manteve-se praticamente estável em 14,215%. Já os vértices mais longos avançaram: jan/28 subiu para 13,560% (de 13,540%), jan/29 alcançou 13,505% (ante 13,471%) e jan/31 chegou a 13,770% (de 13,720%).

A reprecificação da curva também refletiu os dados mais fortes da economia americana: o PMI de serviços subiu de 52,9 para 55,2 e os pedidos de auxílio-desemprego recuaram a 217 mil. Além disso, o leilão de LTNs e NTN-Fs do Tesouro somou R$ 7,3 bilhões, com destaque para o título de 2032, que deve ganhar protagonismo.

No cenário interno, o mercado enxerga a ausência de progresso nas negociações com os EUA como um fator limitante para cortes de juros. Por outro lado, os dados fiscais positivos e a sinalização de que Bolsonaro não será preso reduzem parte do ruído político de curto prazo.

Oby Capital

Oby Capital

Gestora de investimentos responsável pelos fundos Oby Ágil, Oby Bandeira, Oby Ibovespa Ativo, entre outros. Empresa que soma a experiência profissional com a qualificação internacional.

Saber mais

Gostou do conteúdo?

Queremos sempre melhorar a experiência a sua experiência. Se puder, dê uma forcinha para o time de redação e conte o que você achou da edição de hoje.

O que achou deste conteúdo?

  • Ruim
  • Ótimo
As melhores análises do mercado

Receba em primeira mão as melhores análises do mercado financeiro diretamente em sua caixa de entrada. Nossa newsletter oferece insights exclusivos, tendências e perspectivas sobre o mercado.

Deixe-me ler primeiro uma amostra