Dólar fecha a R$ 5,15 com alta por tensões geopolíticas e expectativa da ata do Fed
mercado
Dólar fecha a R$ 5,15 com alta por tensões geopolíticas e expectativa da ata do Fed
8 jul 2026

O dólar encerrou a sessão cotado a R$ 5,15, refletindo a piora da percepção de risco geopolítico entre Estados Unidos e Irã. A revogação da licença para venda de petróleo iraniano, motivada pelos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, foi o principal fator de alta da moeda americana. Além disso, os preços do petróleo Brent alcançaram patamares elevados, chegando a subir mais de 5% no pregão eletrônico, fechando a US$ 74,16, o que impulsionou as taxas dos Treasuries e elevou as expectativas de inflação nos EUA.
O dólar à vista teve máxima de R$ 5,1637 durante o dia e fechou em alta de 0,41%, aos R$ 5,1528, após três quedas consecutivas, com o real não conseguindo se beneficiar da alta do petróleo devido à perspectiva de aumento dos juros americanos. No mês, a moeda americana recuou 0,20% e fecha o ano acumulando perdas de 6,12% frente ao real.
Receba Informações do Mercado Financeiro em Tempo Real. Entre para nossa Comunidade no Whatsapp!!!
Expectativa pela ata do Federal Reserve
Os mercados permanecem cautelosos diante da divulgação da ata da reunião do Federal Reserve, prevista para a quarta-feira, 8 de julho. A ata deve sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana, com atenções voltadas para a possibilidade de novas altas de juros diante da persistência da inflação, especialmente no setor de serviços.
Economistas destacam que o ambiente global favorece um dólar mais forte, principalmente após o tom firme adotado pelo presidente do Fed, Kevin Warsh. A inflação resistente mantém os investidores atentos à estratégia do banco central americano.
Desempenho do real e impacto do petróleo
Apesar das tensões internacionais, o real tem apresentado desempenho melhor do que outras moedas emergentes, principalmente por ser um exportador líquido de petróleo. Essa condição faz com que a alta da commodity contribua para a melhoria dos termos de troca do Brasil.
No dia seguinte, o dólar voltou a recuar levemente para R$ 5,1484, queda de 0,09%, acompanhando o movimento global e a moderação dos preços do petróleo, que fecharam perto de US$ 78,02 o barril, o maior nível desde 22 de junho. Declarações do ex-presidente Donald Trump sobre o acordo de cessar-fogo com o Irã influenciaram as oscilações no mercado de energia.
O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, manteve-se estável próximo a 101 pontos, demonstrando equilíbrio nas negociações. No cenário doméstico, o foco se volta para os próximos dados econômicos, como o IPCA de junho, que pode influenciar a política monetária do Banco Central.
} 【0:0†Manual de Redação It’s Money.docx】【4:0†Manual de Redação It’s Money.docx】【4:1†Manual de Redação It’s Money.docx】【4:2†Manual de Redação It’s Money.docx】【4:3†Manual de Redação It’s Money.docx】Fontes
- Gazeta De Alagoas
- Poder360
- Correio Do Estado
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
Saber mais



