Ibovespa recua com Petrobras em meio a sinais de alívio entre EUA e Irã
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Ibovespa recua com Petrobras em meio a sinais de alívio entre EUA e Irã
3 ago 2026

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (3), pressionado principalmente pelo recuo das ações da Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), que juntas pesam mais de 20% no índice. O movimento ocorreu em meio a notícias contraditórias sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.
O preço do petróleo teve queda acentuada após o presidente americano Donald Trump anunciar o cancelamento de um ataque contra o Irã. Ele citou avanços nas negociações como motivo, afirmando que o tamanho do ataque previsto seria o maior desde a Segunda Guerra Mundial. Contudo, autoridades iranianas negam a existência de qualquer acordo. Este cenário trouxe volatilidade aos preços do petróleo e, consequentemente, às ações do setor.
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Influência do petróleo e minério no mercado
Além das incertezas no Oriente Médio, o minério de ferro também registrou forte queda devido a temores sobre menor demanda na China, refletindo o baixo consumo interno e estoques elevados. Essa retração impacta a receita da Vale (VALE3) e agrava dúvidas sobre os custos com frete marítimo, que afetam o setor de mineração.
O reequilíbrio entre oferta e demanda foi influenciado também pela decisão da Opep+ em aumentar a produção de petróleo para setembro. Esse aumento, aliado à menor demanda global gerada pelo conflito, contribui para o arrefecimento dos preços. O Fundo Monetário Internacional (FMI) já sinalizou que a guerra deve prejudicar o crescimento do PIB mundial em 2026.
Mercados internacionais e medidas cambiais
Os futuros das bolsas americanas abriram em alta, com o Dow Jones registrando forte valorização e a Nasdaq em movimento positivo, embora menos expressivo. A queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA indica maior disposição ao risco por parte dos investidores.
Em movimento coordenado, Japão e Estados Unidos intervieram para fortalecer o iene, buscando conter a recente volatilidade da moeda japonesa. Essa é a primeira ação conjunta dos dois países no mercado de câmbio desde 2011.
Contexto doméstico e perspectivas para a Selic
No Brasil, as atenções se voltam para o Boletim Focus, que apresentou queda na expectativa para a taxa Selic no fim de 2026, de 14% para 13,75%. A estimativa sugere que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve realizar duas reduções de 0,25 ponto percentual ainda neste ano, reduzindo a taxa dos atuais 14,25% para 13,75% ao ano.
Além disso, as projeções para a inflação em 2026 recuaram, e as expectativas para 2027 e 2028 mantiveram-se estáveis após ajustes recentes, o que pode favorecer a continuidade da redução da Selic. A decisão do Copom sobre a taxa básica de juros está prevista para quarta-feira (5) e o mercado praticamente prevê um corte de 0,25 ponto percentual para 14% ao ano, embora haja divergências quanto às futuras flexibilizações, dadas as incertezas internas e externas.
Essas informações são essenciais para investidores que acompanham os movimentos do mercado e as decisões de política monetária, que influenciam diretamente as perspectivas econômicas e financeiras no país.
Fontes: Valor Econômico e Boletim Focus do Banco Central.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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