Ibovespa resiste com alta do petróleo enquanto big techs caem em Nova York
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Ibovespa resiste com alta do petróleo enquanto big techs caem em Nova York
23 jul 2026

O Ibovespa fez resistência nesta quinta-feira (23) apesar do forte recuo de mais de 2% nos principais índices de Nova York. A subida do petróleo acima de US$ 100, que reacendeu o temor inflacionário global, elevou as taxas de juros mundiais e impactou negativamente o setor de tecnologia nos EUA, mas atuou como amortecedor para a bolsa brasileira.
A explicação para a menor queda do Ibovespa está na composição do índice, fortemente influenciada por empresas da velha economia, como Petrobras e Vale. Essas companhias, que juntas representam quase 23% do índice, aproveitaram a alta da commodity para sustentar o Ibovespa enquanto o restante do mercado pagava o custo do aumento dos juros.
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Pressão global do petróleo e juros altos
O retorno do petróleo a patamares acima dos US$ 100 impacta globalmente ao encarecer fretes, aumentar custos industriais e pressionar os preços ao consumidor final. Por isso, o cenário volta a exigir taxas de juros elevadas para conter a inflação, descartando cortes pelos bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed) nos EUA.
Nos Estados Unidos, a subida dos juros livre de risco levou a uma valorização da renda fixa e a uma saída de recursos das bolsas, contribuindo para o tombo do índice Nasdaq e a perda de valor em companhias como Alphabet e Tesla. Esse movimento revelou a vulnerabilidade das big techs frente ao cenário monetário restritivo.
Segmento doméstico sofre enquanto commodities seguram índice
No Brasil, o Ibovespa preservou o nível dos 176 mil pontos, mas o resultado esconde a pressão sofrida pelas empresas ligadas ao consumo interno e ao mercado doméstico. Sem a proteção das commodities, grupos do setor financeiro e saúde, como o BTG Pactual e Hapvida, apresentaram quedas significativas.
Além disso, a curva de juros futuros subiu em todos os vencimentos, refletindo a preocupação com a inflação e com o cenário fiscal local. O contrato DI para janeiro de 2027 alcançou 14,01%, e o DI para 2031 subiu para 14,83%. A chance de manutenção da taxa Selic na próxima reunião do Copom subiu para quase 30%, indicando uma possível pausa antecipada nos cortes de juros caso o choque do petróleo permaneça.
Moeda e cenário externo
No mercado cambial, o dólar recuperou terreno, avançando 0,65% e sendo cotado a R$ 5,0839, diante da maior aversão ao risco global e da alta do índice DXY, que atingiu 101,48 pontos. Embora a valorização do petróleo melhore os termos de troca brasileiros, a cautela externa predominou e limitou ganhos para o real.
Contudo, o câmbio brasileiro evitou perdas piores, sustentado pela baixa volatilidade e pelo diferencial de juros atrativo, que continua estimulando o fluxo de carry trade em meio à instabilidade global.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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