Impacto da norma Euro 6e-bis e tarifas de Trump na economia da zona euro em 2026
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Impacto da norma Euro 6e-bis e tarifas de Trump na economia da zona euro em 2026
21 jan 2026

A norma Euro 6e-bis, implementada em 1º de janeiro de 2026, transforma os critérios de homologação para veículos híbridos plug-in na Europa. A atualização considera distâncias maiores em modo a combustão, ajustando os valores oficiais de consumo e emissões de CO2 para refletir situações reais de uso. Isso resulta em números superiores aos anteriores, impactando diretamente o mercado automotivo europeu.
Antes da Euro 6e-bis, os testes WLTP superestimavam o uso do modo elétrico, com cálculos baseados em curtas distâncias. A nova norma considera 2.200 quilômetros, reconhecendo a maior participação do motor a combustão. Como exemplo, o Ford Kuga PHEV teve seu consumo oficial ajustado de 0,9 para 2,7 litros por 100 quilômetros, e as emissões subiram de 20 para 52 gramas de CO2 por quilômetro. Além disso, foram incluídas variações de temperatura e cargas auxiliares, como ar-condicionado, que afetam o desempenho elétrico, antecipando o acionamento do motor térmico.
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tarifas de trump e efeito no pib europeu
A Fitch Ratings divulgou que as tarifas de 10% impostas pelos Estados Unidos a oito países da União Europeia podem reduzir o Produto Interno Bruto da zona euro em até 0,5% até o fim de 2027. A Alemanha seria a mais afetada, podendo ter seu crescimento econômico inferior ao previsto em 0,8% a 0,9%. Caso as tarifas aumentem para 25%, o impacto no PIB poderá dobrar.
As novas tarifas americanas somam-se às já existentes, deixando a cobrança sobre importações europeias em níveis comparáveis aos impostos às importações da China, dificultando o comércio bilateral. A resposta da União Europeia, por enquanto, tem sido moderada, com preocupações relacionadas à segurança e à cooperação militar com os EUA, embora medidas retaliatórias maiores não estejam descartadas.
inflação e contexto econômico na zona euro
Segundo o Eurostat, a inflação anual da zona euro caiu para 1,9% em dezembro de 2025, recuando em relação aos 2,1% de novembro. A redução foi observada em 18 Estados-membros, com o setor de serviços sendo o maior contribuidor para a inflação, seguido por alimentos, álcool, tabaco e bens industriais não energéticos. O setor de energia registrou efeito deflacionário.
Entre os países-membros, Chipre, França e Itália apresentaram as taxas mais baixas, enquanto Romênia, Eslováquia e Estônia tiveram índices mais elevados. A recente queda da inflação contribui para o ambiente econômico na zona euro, embora desafios externos como as tarifas americanas e os impactos regulatórios nos veículos híbridos possam influenciar o cenário nos próximos anos.
Fontes
- Portal Mix Vale
- CNN Brasil
- InfoMoney
- Poder360

Redação It's Money
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