Inflação desacelera para 0,24% em junho com energia em alta e alimentos em queda

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Inflação desacelera para 0,24% em junho com energia em alta e alimentos em queda

10 jul 2025Última atualização: 10 setembro 2025

Redação It's MoneyRedação It's Money
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A inflação oficial do Brasil ficou em 0,24% em junho, levemente abaixo da taxa registrada em maio (0,26%). O resultado foi puxado, principalmente, pela alta da energia elétrica residencial, impactada pela bandeira tarifária vermelha patamar 1, que subiu 2,96% no mês e respondeu por 0,12 ponto percentual do índice geral. No acumulado do ano, a inflação soma 2,99% e, em 12 meses, atinge 5,35%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo IBGE.

Energia elétrica tem maior alta para um 1º semestre desde 2018

A energia elétrica residencial acumula alta de 6,93% no primeiro semestre de 2025, a maior variação para o período desde 2018 (8,02%). “Esse aumento vem pesando no orçamento das famílias e foi o principal impacto positivo individual no ano até junho, com 0,27 ponto percentual”, destaca Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. Ele lembra que, após um início de ano com queda devido ao bônus de Itaipu e um período com bandeira verde, o cenário se agravou com a adoção das bandeiras amarela e, agora, vermelha.

Além da mudança tarifária, houve reajustes regionais relevantes em junho: +7,36% em Belo Horizonte, +14,19% em uma concessionária de Porto Alegre, +1,97% em Curitiba, e queda de 2,16% em parte do Rio de Janeiro.

Alimentos recuam após nove meses

No lado positivo para o consumidor, o grupo Alimentação e bebidas apresentou queda de 0,18% no mês, interrompendo uma sequência de nove altas consecutivas. Entre os destaques negativos estão o ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). Por outro lado, o tomate subiu 3,25%. Já a alimentação fora do domicílio desacelerou, com a refeição avançando apenas 0,41% e o lanche 0,58%.

Essa queda nos alimentos ajudou a reduzir o índice de difusão do IPCA — proporção de subitens que registraram alta — de 60% em maio para 54% em junho, o menor desde julho de 2024. Segundo Gonçalves, sem os alimentos a inflação mensal teria sido de 0,36%, e sem a energia elétrica, de apenas 0,13%.

Transportes e vestuário também influenciam

O grupo Transportes subiu 0,27% em junho, após ter recuado 0,37% em maio, impulsionado pelo transporte por aplicativo (+13,77%) e conserto de automóvel (+1,03%). Já os combustíveis caíram 0,42%.

O Vestuário avançou 0,75%, com altas em roupas masculinas (+1,03%), calçados (+0,92%) e roupas femininas (+0,44%).

Demais grupos e índices regionais

Entre os demais grupos, as variações foram as seguintes:

  • Saúde e cuidados pessoais: +0,07%
  • Despesas pessoais: +0,23%
  • Comunicação: +0,11%
  • Educação: estabilidade (0%)
  • Artigos de residência: +0,08%

No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 0,18% para 0,40%, enquanto os preços monitorados pelo governo desaceleraram de 0,70% para 0,60%.

Regionalmente, a maior alta foi registrada em Rio Branco (+0,64%), devido ao fim da meia-entrada em cinemas e à alta na energia. Já a menor variação veio de Campo Grande (-0,08%), puxada por quedas nas frutas e na gasolina.

INPC também sobe 0,23%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, subiu 0,23% em junho, com alta acumulada de 3,08% no ano e de 5,18% em 12 meses. O maior avanço foi observado em Belo Horizonte (+0,55%) e a menor taxa, em Porto Alegre (-0,10%).

Redação It's Money

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