Inflação nos EUA registra menor alta desde 2020, mas juros podem ficar estáveis
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Inflação nos EUA registra menor alta desde 2020, mas juros podem ficar estáveis
15 jul 2026

O Índice de Preços ao Produtor (PPI) de junho nos Estados Unidos recuou 0,3%, abaixo das expectativas de estabilidade, enquanto o índice de preços ao consumidor (CPI) registrou deflação mensal de 0,4%, a maior queda desde abril de 2020. No acumulado de 12 meses, a inflação ao consumidor desacelerou para 3,5% e o PPI acumulou 5,5%. Os núcleos de inflação, que excluem alimentos e energia, também mostraram desaceleração, com o núcleo do CPI em 2,6% e o do PPI, 5,1% em 12 meses.
A desaceleração alcançou ainda o setor de habitação, que subiu apenas 0,1%, a menor variação mensal desde janeiro de 2021. Apesar dos dados indicarem uma trégua na inflação, o presidente do FED, Kevin Warsh, ressaltou que não vê motivos para euforia e afirmou que a política monetária deverá ser mais rígida, destacando erros passados do banco central ao permitir inflação acima de 2%.
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Divisões internas e cenário econômico sustentam juros elevados
A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) indicou consenso na manutenção da taxa atual (entre 3,5% e 3,75%), mas metade dos membros ainda considera possível uma nova alta. As apostas para alta dos juros em julho caíram de 40% para 17%, mas o mercado projeta 63% de chance de aumento em setembro.
Especialistas destacam a solidez da economia real, com baixa taxa de desemprego, como justificativa para a postura rígida do FED. A manutenção dos juros altos até o fim do ano é considerada provável, condicionada à continuidade da desaceleração inflacionária.
Volatilidade geopolítica pode frear alívio inflacionário
A recente queda na inflação foi influenciada pela forte redução nos preços da energia, especialmente da gasolina, após um acordo temporário entre EUA e Irã que diminuiu o risco no Estreito de Ormuz. Contudo, a retomada dos ataques a petroleiros pela região reacendeu a tensão, elevando os preços do petróleo Brent para patamares acima de US$ 85 por barril.
Esse cenário geopolítico volátil pode aumentar o prêmio de risco, reverter a queda do preço do petróleo e fortalecer o dólar, o que dificultaria o controle da inflação pelos bancos centrais. O alívio recente nas taxas inflacionárias deve ser visto mais como proteção contra novas altas do que como indicativo de cortes de juros iminentes.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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