Dólar sobe e recua com tensão no Oriente Médio e tarifas dos EUA sobre o Brasil

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Dólar sobe e recua com tensão no Oriente Médio e tarifas dos EUA sobre o Brasil

3 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O dólar encerrou o dia 2 de junho de 2026 em queda, cotado a R$ 5,009, após o anúncio do governo dos Estados Unidos de uma tarifa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. Contudo, na sessão seguinte, a moeda avançou 1,14%, atingindo R$ 5,0668, em meio à escalada da tensão no Oriente Médio e ambiente de cautela no mercado local pré-feriado.

A proposta do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) visa responder a práticas comerciais consideradas injustas pelo Brasil. Apesar disso, foram excluídos da tarifa itens estratégicos para a economia americana, como carnes e frutas tropicais brasileiras. Estima-se que as medidas afetem cerca de 21% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, aumentando a percepção de risco comercial e político.

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Mercado financeiro diante das incertezas

Na primeira reação ao anúncio da tarifa, a Bolsa brasileira fechou em alta de 1,16%, enquanto o dólar recuou levemente. A repercussão inicial foi baixa devido à exclusão de produtos da tarifa e ao caráter preliminar da consulta pública, que se estende até 15 de julho.

No entanto, a escalada dos conflitos entre Estados Unidos e Irã intensificou a volatilidade no câmbio. O dólar se valorizou em relação ao real impulsionado pelo aumento dos preços do petróleo, que atingiu US$ 97,81 o barril no mercado internacional, e pela expectativa de alta dos juros nos EUA para conter pressões inflacionárias decorrentes do aumento nos custos de energia.

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Tensão internacional e seus efeitos no câmbio

A elevação das tensões no Estreito de Hormuz, principal rota marítima do petróleo, elevou o índice DXY, que mede a força do dólar contra moedas fortes, acima de 99 pontos. Este movimento acompanhou a elevação das taxas dos títulos públicos americanos (Treasuries), tornando ativos americanos mais atrativos e enfraquecendo moedas emergentes como o real.

Além disso, a combinação de fatores externos e a implantação das tarifas americanas sobre o Brasil contribuíram para o aumento da percepção de risco no mercado doméstico, resultando na desvalorização do real e saída de recursos especialmente da bolsa de valores.

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Perspectivas e monitoramento

A conjuntura atual indica que o dólar continuará volátil no curto prazo devido aos desdobramentos das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, e à instabilidade geopolítica no Oriente Médio. Investidores seguem atentos ao relatório mensal de emprego dos EUA, que deve indicar os próximos passos da política monetária do Fed.

Por fim, os desdobramentos sobre as tarifas no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio e a evolução da crise no Oriente Médio permanecerão no centro das atenções do mercado financeiro e do câmbio pra os próximos meses.

Fontes: Agência Estado, Valor Econômico, USTR, Treviso Corretora, BS2, agência iraniana Mehr.

Fontes

  • Jornal Do Estado
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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