Investimentos dos Brasileiros Crescem 6% no Primeiro Semestre com Foco em Títulos Isentos
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Investimentos dos Brasileiros Crescem 6% no Primeiro Semestre com Foco em Títulos Isentos
3 set 2026

Investimentos dos Brasileiros Aumentam 6,4% no Primeiro Semestre
De acordo com os dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quinta-feira (3), o volume de investimentos dos brasileiros subiu 6,4% no primeiro semestre de 2023, alcançando R$ 9,1 trilhões. Este crescimento acontece em um cenário de juros elevados e uma maior aversão a investimentos de risco.
Renda Fixa como Preferência
Os números mostram que 60% do total investido está alocado em renda fixa, predominantemente em títulos isentos de Imposto de Renda. Em particular, os títulos públicos lideraram a alta entre os títulos e valores mobiliários.
Categorias de Investimento
- Investimentos do segmento de varejo de alta renda: R$ 3,4 trilhões (crescimento de 7,8%)
- Investimentos do varejo tradicional: R$ 3 trilhões (crescimento de 6,1%)
- Investimentos do segmento private: R$ 2,8 trilhões (crescimento de 5,2%)
Desempenho da Renda Fixa
A renda fixa mostrou um aumento significativo de 7%, totalizando R$ 5,5 trilhões. Porém, a classe dos produtos híbridos, como Certificados de Operações Estruturadas (COEs) e ETFs, teve um crescimento expressivo de 8,6%, atingindo R$ 856 bilhões.
Distribuição dos Investimentos
Atualmente, a alocação dos investimentos dos brasileiros é a seguinte:
- 46% (R$ 4,2 trilhões) em títulos e valores mobiliários
- 24% (R$ 2,2 trilhões) em fundos de investimento
- 18% (R$ 1,6 trilhão) em previdência
- 11% (R$ 966 bilhões) na poupança
Aumento dos Títulos Públicos
Os títulos públicos tiveram um crescimento notável de 32,9%, chegando a R$ 350 bilhões. Luciane Effting, presidente do fórum de distribuição da Anbima, mencionou que os brasileiros estão cada vez mais interessados nos títulos públicos devido às facilidades oferecidas pelo Tesouro Direto.
Expectativas Futuras
A análise de Effting aponta que o desempenho da indústria de investimentos dependerá da previsibilidade e qualidade das políticas econômicas do próximo presidente, que será eleito no próximo mês. "O mercado sempre reage melhor quando há clareza fiscal, institucional e nas reformas", declarou.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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