Justiça bloqueia bens de ex-presidente da Apex Partners por movimentação atípica de R$ 5 milhões
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Justiça bloqueia bens de ex-presidente da Apex Partners por movimentação atípica de R$ 5 milhões
18 ago 2026

A Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória determinou o bloqueio dos bens de Fernando Cinelli, ex-presidente da Apex Partners, além da quebra do seu sigilo bancário. A decisão, publicada nesta terça-feira (18), faz parte do processo que investiga acusação de gestão temerária e má-fé dentro da própria companhia.
Cinelli foi afastado do cargo em 6 de agosto, após sócios identificarem inconsistências financeiras em auditoria interna da Apex Partners. O juiz Marcos Pereira Sanches destacou que há documentos que indicam transferências de recursos da ABM Partnership Investimentos e Participações para a conta pessoal de Cinelli, totalizando cerca de R$ 5 milhões. A justificativa para essas transferências não foi identificada.
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Apuração e medidas adotadas pela Apex Partners
A apuração preliminar da empresa señaló outras movimentações financeiras que somam mais de R$ 23 milhões, também direcionadas para contas ligadas ao ex-presidente. Esses valores seguem sob análise na auditoria independente em curso, que pode atualizar o montante conforme os trabalhos avançam.
A empresa informou que não encontrou evidências de ligação entre as transferências e recursos aportados diretamente por investidores em seus fundos ou projetos imobiliários, até o momento da divulgação.
Reação da Apex e atual gestão
Em nota, a assessoria de Fernando Antonio Kulnig Cinelli declarou que ele está disponível para colaborar com total transparência e idoneidade, visando preservar a empresa, investidores e acionistas.
Marcelo Murad, sócio sênior, foi nomeado presidente interino da Apex Partners. A companhia anunciou que está contratando uma auditoria externa e tomará medidas judiciais de responsabilização cível e criminal.
Medida cautelar para proteção da empresa
A Apex Partners obteve liminar cautelar de caráter preventivo para proteger seu patrimônio e garantir a continuidade enquanto a auditoria não é finalizada. A empresa esclareceu que a medida não se confunde com recuperação judicial, tampouco contempla os patrimônios segregados dos fundos, certificados de recebíveis ou sociedades de propósito específico (SPEs).
Os valores discutidos na ação são considerados de longo prazo, não constituem obrigações vencidas e o impacto exato está sujeito à validação pela auditoria externa.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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