Mercado aposta em dois cortes na Selic com Selic a 13,75% em 2026
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Mercado aposta em dois cortes na Selic com Selic a 13,75% em 2026
3 ago 2026

Um novo corte na taxa Selic deve ser anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta quarta-feira (5). O mercado prevê que a taxa básica de juros caia para 13,75% ao ano com a possibilidade de uma segunda redução ainda em setembro.
A expectativa reflete a melhora recente da inflação e sinais de desaceleração da atividade econômica. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, a Selic deve permanecer em 13,75% ao fim de 2026.
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Expectativas para o ciclo de cortes
Embora a maioria dos agentes projete pelo menos dois cortes, há opiniões divergentes. O economista-chefe da Warren Arena, Luis Felipe Vital, defende a interrupção do ciclo já na reunião de hoje. Para ele, o Banco Central pode ajustar a Selic agora, mas a continuidade dos cortes deve gerar ruídos diante da alta do preço do petróleo, que pressiona a inflação mundial.
Além disso, Vital aponta que o BC deveria reforçar o compromisso com a meta de inflação de 3%, hoje com expectativas de IPCA em 5,03% para 2023, para manter credibilidade no processo.
Limites do ciclo de cortes
O analista de renda fixa da Manchester Investimentos, Rafael Sueishi, destaca que o quadro fiscal brasileiro limita cortes mais intensos. A dívida bruta pública alcançou 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), e o custo médio da dívida federal subiu para 12,68% ao ano.
O ambiente fiscal incerto mantém as taxas de juros elevadas principalmente nos títulos de longo prazo, o que dificulta uma queda mais acentuada da Selic.
Impacto da política monetária internacional
A desconfiança com a política monetária do Banco Central brasileiro é agravada pelo cenário internacional. Na semana passada, o FED decidiu manter os juros nos Estados Unidos, apesar da inflação elevada. Esse movimento resultou em alta das taxas dos títulos americanos, com impacto para o mercado financeiro nacional.
Marcelo Fonseca, economista-chefe do Grupo CVPAR, observa que essa incerteza reforça a volatilidade dos juros no Brasil. Sem maior previsibilidade fiscal, a tensão entre juros de curto e longo prazo deve continuar.
O Banco Central divulgou essas informações por meio do Boletim Focus e análises de especialistas do mercado financeiro.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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