O Trabalho Invisível: A Carga que Atinge as Mulheres no Brasil
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O Trabalho Invisível: A Carga que Atinge as Mulheres no Brasil
29 set 2026

O Trabalho Invisível que Pesa sobre as Mulheres
Limpar a casa, preparar refeições, lavar roupas, cuidar dos filhos ou de familiares e organizar a rotina da família são tarefas essenciais para qualquer lar. No entanto, muitas dessas atividades continuam a ser, em grande parte, invisíveis e não remuneradas. Elas recaem principalmente sobre as mulheres.
No Brasil, as mulheres dedicam, em média, mais de 21 horas por semana a afazeres domésticos e cuidados, quase o dobro das cerca de 11 horas que os homens gastam semanalmente.
A Carga Mental
Além do trabalho físico, há a chamada carga mental, que envolve planejar a rotina da família, lembrar compromissos, marcar consultas e acompanhar as necessidades dos filhos. Essa sobrecarga impacta também a vida profissional das mulheres.
- Mais de 90% das mulheres reconhecem a exaustão causada pelo acúmulo de jornadas.
- O tempo dedicado aos cuidados significa menos disponibilidade para o trabalho, qualificação profissional, descanso e atividades que poderiam aumentar a renda.
O Desdobramento no Ambiente Profissional
No ambiente de trabalho, as mulheres se desdobram para se preparar para apresentações, revisar o trabalho de colegas e ainda encontrar tempo para oferecer mentorias e apoiar outros profissionais. Muitas sentem a responsabilidade de ajudar outras mulheres a progredir na carreira, o que, por sua vez, compromete seu tempo de lazer e outras atividades.
O Valor Econômico do Trabalho de Cuidado
Embora não conste como salário ou ocupação formal, o trabalho doméstico e de cuidado tem um valor econômico significativo. Se fosse remunerado, as mulheres brasileiras receberiam, em média, R$ 834 a mais por mês, conforme levantamento do Instituto Locomotiva.
A nível nacional, o impacto é expressivo: a massa de rendimento anual associada à economia brasileira chega a R$ 905 bilhões, segundo o mesmo levantamento.
Estudos internacionais mostram que, se contabilizado como atividade econômica, o trabalho de cuidado não remunerado poderia representar mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).
Conclusão
No novo episódio da coluna da jornalista Naiara Bertão no Valor Investe, é discutido como o que frequentemente é visto como uma obrigação natural das mulheres deve ser reconhecido como trabalho. Essa divisão desigual contribui para explicar as diferenças de renda, oportunidades e participação no mercado. Assista ao episódio e descubra por que o trabalho invisível também tem uma conta econômica.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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