Lucro da Pague Menos (PGMN3) sobe 23,7% no 4T23, a R$ 126,1 mi
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Lucro da Pague Menos (PGMN3) sobe 23,7% no 4T23, a R$ 126,1 mi
5 mar 2024•Última atualização: 12 junho 2024

A Pague Menos (PGMN3), grupo do setor de farmácias, anunciou lucro líquido de R$ 126,1 milhões no quarto trimestre de 2023 (4T23), valor 23,7% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2022. Por outro lado, o lucro líquido ajustado consolidado ficou em R$ 62,8 milhões, avanço de 16,9% no ano.
Além disso, o lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou R$ 476 milhões em 2023, crescimento de 7,0% em relação ao ano anterior.
A margem Editda ajustada foi de 4% no ano, recuando 0,5p.p. em relação ao ano anterior.
"O desempenho anual do Ebitda foi afetado pelo atípico primeiro semestre, quando ocorreu a fase mais aguda de integração da Extrafarma (1T23), e o menor impacto da pré-alta (2T23))", destaca a empresa por meio de seu release trimestral de resultados.
Segundo leitura da casa de análise DVinvest, a receita da empresa foi de R$ 3,1 bilhões em 2012 e R$ 11,2 bilhões em 2023. Ou seja, um aumento médio de 12,3% ao ano.
"Isso ocorreu de forma relativamente constante, mas com destaque para o ano de 2022, quando a Extrafarma foi adquirida. Em 2023 a receita apresentou 21,9% de crescimento em relação ao ano anterior, acima da média histórica", avalia a DVinvest.
Ainda de acordo com a casa de análise, tendo em vista a fonte do crescimento da empresa, a base de lojas apresentou leve redução em relação ao ano anterior, fruto da otimização dos pontos adquiridos da Extrafarma.
"Dessa forma, o crescimento da empresa se deu todo de forma orgânica, com a Extrafarma apresentando um aumento de 6,8% em sua receita orgânica e a PagueMenos um aumento de 5,3%. O crescimento da adquirida foi mais alto por conta de uma otimização nos estoques e métodos de venda", avalia.
Resultado trimestral Pague Menos (PGMN3)
A seguir, confira abaixo os principais destaques do resultado trimestral da Pague Menos (PGMN3):
- Receita bruta: crescimento consolidado de 21,8% no ano (7,7% no 4T23);
- Ebitda ajustado: crescimento consolidado de 7,0% no ano (-2,5% no 4T23);
- Endividamento: 2,4x dívida líquida/Ebitda ajustado no 4T23 (redução de 0,2x vs. 4T22);
- Resultado financeiro consolidado: R$ 447,4 milhões no ano, crescimento de 93,2% em relação a 2022.

Além da Pague Menos, confira os resultados corporativos do 4T23 já divulgados pelas empresas.
Análise de resultado Pague Menos (PGMN3)
"Foi um resultado ok, com a empresa mantendo a estratégia de segurar o crescimento para melhorar a geração de caixa e desalavancar a operação", avalia Renato Reis, analista fundamentalista na DVinvest.
Para ele, no lado operacional, a Pague Menos melhorou seu crescimento orgânico e suas margens de lucro, "o que é muito bom". Porém, os resultados consolidados do grupo ainda estão abaixo do que eram em 2022, com a expectativa de ainda mais sinergias.
"A dívida me incomoda devido ao volume e ao prazo de pagamento, que é relativamente curto em relação ao caixa disponível. Por isso, prefiro ficar de fora do ativo no momento", finaliza Reis.


Redação It's Money
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