Taxas do Tesouro Direto atingem menor nível desde maio; saiba onde investir
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Taxas do Tesouro Direto atingem menor nível desde maio; saiba onde investir
8 set 2026

Taxas do Tesouro Direto em queda
As taxas dos títulos do Tesouro Direto iniciam a semana com uma significativa redução nesta terça-feira (8), registrando os menores níveis desde maio deste ano. A pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada ontem, revelou um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos com 41% das intenções de voto, o que gerou um novo otimismo no mercado eleitoral e contribuiu para a forte queda das taxas nas últimas sessões.
Expectativas para o mercado de renda fixa
Importantes dados econômicos estão previstos para esta semana, incluindo a última divulgação de índices de inflação nos Estados Unidos, que ocorrerá antes da reunião do Federal Reserve (Fed), agendada para o dia 14 de setembro. O PPI (índice de preços ao produtor) será anunciado na quinta-feira (10), com analistas consultados pela CNBC prevendo um aumento de 0,4%. A expectativa é de que o Fed decida por um aumento na taxa de juros americana em 0,25 ponto percentual, elevando-a para um intervalo entre 3,75% e 4% ao ano.
No Brasil, uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central também está marcada para o dia 14. A maioria do mercado projeta uma redução na taxa Selic, passando dos atuais 14% ao ano para 13,75%. Recentemente, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre demonstrou uma desaceleração considerável no consumo das famílias e serviços, levando o mercado a reavaliar suas expectativas sobre a inflação e os juros.
- 58% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em novembro.
- 25% de possibilidade de manutenção da taxa.
- 11% de chance de um corte de 0,50 ponto percentual.
Opções de investimento
Desde o mês passado, uma das principais recomendações de investimento em títulos públicos é o Tesouro IPCA+ 2032. Apesar de seu retorno real ser considerado alto em relação ao cenário internacional, pode não se mostrar tão vantajoso frente aos títulos atrelados à taxa Selic, especialmente se a inflação diminuir.
João Aboudni, analista de renda fixa da EQI Research, destaca o Tesouro Prefixado 2029 como uma alternativa atraente, principalmente para investidores que já possuem uma grande concentração em Selic. Segundo Aboudni, travar essa taxa pode render até 112% do CDI até o vencimento, representando uma aposta em cortes de juros, o que envolve risco.
O risco costuma acompanhar oportunidades de retorno. A inflação projetada pelo mercado gira em torno de 5,4% para os próximos dois anos e meio, superando o centro da meta. Com isso, quem adquirir os títulos estará protegido em relação à inflação esperada.
Dicas para investidores
O Banco Central já reduziu a Selic de 15% para 14% com quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, em um cenário de inflação em desaceleração (o IPCA acumula 4,52% em 12 meses) e atividade econômica mais fraca. Se o ciclo de cortes na taxa básica de juros continuar, aqueles que fixarem a taxa agora podem obter melhores retornos no futuro.
Ao investir em IPCA+ ou Prefixado, tenha em mente que existe uma variação diária nos preços dos títulos, conforme as taxas são ajustadas. Essa variação pode impactar o valor caso você decida resgatar o título antes do vencimento, resultando em desconto ou bônus.
Para quem busca montar uma reserva e evitar preocupações com a variação dos preços, o Tesouro Selic é a opção recomendada. Sua variação diária é quase insignificante e oferece maior liquidez no mercado.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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