Tesouro Direto: inflação impulsiona alta dos juros na reta final de maio
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Tesouro Direto: inflação impulsiona alta dos juros na reta final de maio
29 mai 2026

Em maio, as taxas de juros dos títulos públicos federais alcançaram as maiores taxas do ano. Tanto os títulos prefixados quanto os atrelados à inflação apresentaram alta, em um movimento influenciado principalmente pelos dados domésticos de inflação e desempenho da economia brasileira.
Os papéis prefixados chegaram a pagar 14,41% ao ano no dia 19 de maio, marca inédita para este ano. Após notícias sobre possível acordo na tensão entre Estados Unidos e Irã, as taxas caíram temporariamente. Contudo, o cenário voltou a pressionar os juros à medida que foram divulgados dados de inflação elevados, taxa de desemprego menor que o esperado e atividade econômica acima das expectativas.
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Impacto dos indicadores econômicos
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia da inflação, subiu 0,62% em maio, acima da expectativa mediana de 0,57%. A taxa de desemprego ficou em 5,8% em abril, a menor para o mês desde o início da série histórica. Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2026 mostrou crescimento de 1,1%, acelerando em relação ao último trimestre de 2025, que registrou avanço de 0,1%.
Essa combinação de dados confirma um cenário de inflação persistente e atividade econômica aquecida. Como resultado, aumentou a preocupação do mercado sobre a possibilidade de o Banco Central interromper a redução da taxa Selic, após a previsão de inflação para 2026 ter sido revisada para cima, passando de 4,92% para 5,04%, acima do teto da meta oficial de 4,5%.
Demanda e comportamento do investidor
O apetite pelos títulos indexados à Selic apresentou força nas últimas semanas de maio. Este movimento indica redução da tolerância ao risco entre os investidores. Isso é refletido também na queda de mais de 7% da bolsa de valores no mês, com retirada de recursos tanto por investidores estrangeiros quanto nacionais.
Adicionalmente, fatores climáticos como o fenômeno El Niño ampliam as expectativas inflacionárias. A forte seca no Norte e Nordeste do país, associada a chuvas intensas no Sul, pode impactar negativamente as colheitas agrícolas, pressionando preços de alimentos e, consequentemente, o orçamento das famílias.
Em síntese, o cenário econômico atual promove a alta das taxas no Tesouro Direto, em um contexto de inflação elevada, mercado de trabalho aquecido e incertezas geopolíticas, que afetam diretamente as decisões de investidores e política monetária.
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Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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