Tesouro Direto registra juros em máximas históricas impulsionados por alta inflação
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Tesouro Direto registra juros em máximas históricas impulsionados por alta inflação
22 jun 2026

Os juros dos títulos do Tesouro Direto permaneceram próximos às máximas históricas nesta segunda-feira (22), mesmo com um leve recuo após o Tesouro anunciar a suspensão do leilão regular de títulos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+). Recentemente, os títulos prefixados chegaram a juros de 15%, enquanto os papéis indexados ao IPCA alcançaram 8,5%.
Esse patamar elevado de juros não era visto desde a crise institucional do governo Dilma Rousseff e está relacionado à inflação acelerada no país, mesmo com a taxa Selic fixa em 14,25%. Atualmente, o Brasil apresenta o maior juro real entre as maiores economias mundiais, conforme levantamento do Valor Investe.
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Expectativa de inflação e impacto nas taxas
Apesar dos juros elevados, a previsão para o IPCA em 2026 aumentou para 5,33%, indicando uma nova alta na inflação após 15 semanas consecutivas de revisões para cima, segundo o Boletim Focus do Banco Central.
Para Laís Costa, especialista em renda fixa da Empiricus, decisões recentes do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos reforçam a perspectiva de manutenção da inflação em patamares elevados, alimentando a revisão para cima das expectativas econômicas.
Risco dos títulos e comportamento do investidor
O aumento do risco percebido pelos investidores eleva a remuneração exigida para adquirir títulos públicos, justificando o Tesouro IPCA+ alcançar níveis superiores aos registrados durante a crise de 2015-2016. Laís Costa destaca que esse cenário está alinhado ao risco que os investidores assumem.
Na medida em que o IPCA surpreenda positivamente para cima, os títulos podem oferecer taxas nominais maiores mantendo o potencial de proteção contra a inflação. O aumento das taxas também significa queda nos preços dos títulos, o que impacta quem deseja vender os ativos antes do vencimento, reduzindo o valor de mercado.
Por outro lado, uma eventual queda nas taxas favorecerá a valorização dos papéis, proporcionando lucro adicional caso haja venda antecipada pelo investidor.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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