Tesouro Direto: Rendimentos Estáveis em Meio à Inflação e Queda do Petróleo
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Tesouro Direto: Rendimentos Estáveis em Meio à Inflação e Queda do Petróleo
25 set 2026

Rendimentos dos Títulos do Tesouro Direto Mantêm Estabilidade
Nesta sexta-feira (25), os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto permanecem estáveis, encerrando a semana com pouca variação. A reação dos investidores se deve à prévia da inflação, conhecida como IPCA-15, que apresentou resultados mais fortes do que o esperado.
Inflação Aumenta Conforme Dados do IBGE
Entre 16 de agosto e 15 de setembro, a inflação subiu 0,7%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este número foi uma aceleração em relação ao mês anterior, que registrou deflação de 0,4%. O resultado veio acima do teto das expectativas, com a mediana das projeções de 27 instituições financeiras apontando para uma alta de 0,55%.
Análise do Cenário por Especialistas
Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, comentou: "O aumento de preços se concentrou em itens voláteis e itens que tinham surpreendido para baixo em leituras anteriores." Os núcleos e serviços subjacentes foram atingidos mais do que o mercado esperava, enquanto os industriais subjacentes continuam a desacelerar.
Chicoli também afirmou que esse dado não altera o cenário base para um potencial corte de juros na próxima reunião do Copom para 13,50%. Ele destaca que cortes futuros dependerão do resultado eleitoral e da proposta de consolidação fiscal do governo eleito.
Internacional: Taxas de Juros e Preço do Petróleo
No cenário internacional, os títulos do Tesouro americano continuam em trajetória estável, com a taxa do título a 10 anos alcançando 5,18%, nível não visto desde a crise financeira de 2007-2008. O preço do petróleo também é monitorado, especialmente após uma guinada contracionista dos bancos centrais globais. O barril tipo Brent caiu 1,5%, cotado a US$ 104,95, mas caminha para encerrar a semana com uma alta de 1%.
Recomendações para Títulos Públicos
Analistas têm recomendado o Tesouro IPCA+ 2032, que oferece um retorno real elevado na comparação histórica, mas que vem apresentando queda nas últimas semanas. João Aboudni, analista de renda fixa da EQI Research, sugere que os investidores considerem uma carteira com títulos prefixados, como o Tesouro Prefixado 2029, especialmente para aqueles já concentrados em Selic.
Variações Diárias e Liquidez
É importante compreender que os títulos, tanto no IPCA+ quanto no prefixado, apresentam variações diárias em seu preço, conforme as taxas são negociadas. Isso não se torna um problema se o investidor planeja manter o título até o vencimento, mas pode afetar a venda antes desse prazo.
O Banco Central já reduziu a Selic de 15% para 14%, o que resulta em maior atratividade dos títulos. Para investidores que desejam evitar preocupações com a variação de preços, a recomendação é o Tesouro Selic 2031, que oferece maior liquidez e variação diária quase insignificante, tornando-o ideal para quem precisa resgatar antes do vencimento.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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