Tesouro Direto: taxas estão estáveis com leve alta nos prefixados
mercado
Tesouro Direto: taxas estão estáveis com leve alta nos prefixados
14 ago 2026

As taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentaram pouca variação ao longo da semana, com uma leve alta nos papéis prefixados. Mesmo diante da saída de investidores estrangeiros da bolsa e do câmbio, o interesse pela renda fixa manteve os títulos com sustentação, embora as expectativas para os juros tenham piorado ligeiramente.
O IPCA de julho registrou desaceleração e colocou a inflação acumulada em 12 meses dentro da meta de até 4,5% ao ano. Contudo, analistas identificaram sinais de piora qualitativa, como a aceleração nos preços do setor de serviços.
Receba Informações do Mercado Financeiro em Tempo Real. Entre para nossa Comunidade no Whatsapp!!!
expectativa de cortes na Selic influencia mercado
O Termômetro do Copom indica que a maior parte do mercado espera um corte na taxa básica de juros, a Selic, em setembro. Para novembro, a expectativa é que o Banco Central interrompa o ciclo de reduções, com 50% de probabilidade de manutenção da taxa.
A possibilidade de uma queda de 0,25 ponto percentual permanece em 34%, enquanto a chance de um corte maior, de 0,50 ponto percentual, diminuiu de 10% para 3% em relação à semana anterior.
recomendações atuais para o Tesouro Direto
Segundo Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, os juros futuros refletem mais o risco fiscal e eleitoral do que as quedas na inflação americana ou nos preços do petróleo. Assim, os vencimentos de médio e longo prazo subiram, enquanto os de curto prazo ficaram estáveis diante da expectativa de corte da Selic em setembro.
Desde o mês passado, muitos consultores recomendam o Tesouro IPCA+ 2032, que hoje remunera inflação oficial mais 8,1%. Embora represente um retorno real elevado, se a inflação reduzir, o retorno nominal também diminui, e alternativas como Tesouro Selic ou prefixados podem se tornar mais vantajosas.
O Tesouro Prefixado com vencimento em janeiro de 2029 aparece como opção para quem deseja diversificar investimentos além do CDI. Conforme análise da EQI Research, se a Selic cair mais rapidamente que o esperado, esse título pode render o equivalente a cerca de 112% do CDI até o vencimento, embora carregue o risco atrelado às variações da taxa.
Atualmente, os juros reais estão perto de 8,1% ao ano, nível historicamente alto. A inflação projetada para prazos próximos a dois anos e meio gira em torno de 5,4%, acima do centro da meta, o que oferece proteção para quem mantém os títulos até o vencimento.
O Banco Central reduziu a Selic de 15% para 14% em quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, motivado pela desaceleração da inflação e fraqueza da atividade econômica. Caso o ciclo de cortes avance além do esperado, investidores que travaram a taxa atual podem obter ganhos.
Para quem busca segurança e evitação da marcação a mercado, a recomendação é o Tesouro Selic, devido à sua menor volatilidade em relação às oscilações das taxas de juros.
Referências e análises adicionais podem ser consultadas na plataforma Valor One, que oferece ferramentas para análise, exclusivamente desenvolvidas para investidores que buscam decisões fundamentadas no mercado financeiro.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
Saber mais



