O que é a inflação e como se proteger do aumento dos preços
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O que é a inflação e como se proteger do aumento dos preços
30 jun 2024•Última atualização: 2 julho 2024

Você provavelmente já percebeu que com o passar dos anos, aqueles mesmos itens que comprávamos com frequência acabam sofrendo certo aumento nos preços. Bem, você sabia que esse fenômeno tem um causador? O nome dele é inflação. Mas, afinal, o que é a inflação?
De maneira geral, a inflação é um termo utilizado por economistas para se referir ao aumento generalizado dos preços de produtos e serviços em um país.
Este índice é calculado a partir de uma cesta de bens, mantida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e apurada por meio de uma análise nas alterações dos preços, dentro desta cesta. No Brasil o índice oficial para medir esta variação é o IPCA.
Entretanto, a cesta de bens generalizada não serve para situações específicas, já que nem todo cidadão consome tudo que está presente na cesta de bens do IBGE.
Mesmo assim, essa é uma técnica adotada por muitos países para que seja possível medir o aumento generalizado nos preços. Nos EUA, por exemplo, o índice semelhante ao IPCA é denominado CPI.
Bom, mas de que forma este aumento de preço representa realmente impacta o nosso dia a dia? Ele tem alguma relação com a redução do poder de compra do consumidor?
Na verdade, a inflação representa apenas uma diminuição do poder aquisitivo para o consumidor quando o salário do mesmo não é reajustado na mesma proporção em que os preços aumentam. Ou quando os investimentos na economia possuem uma rentabilidade abaixo do aumento inflacionário.
Gostou das informações até aqui? Nos próximos tópicos, vamos conversar um pouco mais sobre o assunto e explicar em detalhes sobre o que é a inflação.
Boa leitura!
Mas então, inflação alta é bom ou ruim?
De modo geral, a inflação alta é vista como um acontecimento ruim. No entanto, o que muitos não sabem é que níveis controlados de inflação são saudáveis à economia, e portanto, desejáveis.
Pode parecer incoerente, mas você vai entender melhor a teoria por trás desse conceito a seguir:
O que é a inflação: curva de Phillips
Para exemplificar, podemos tomar como base a teoria da curva de Phillips, criada pelo economista neozelandês William Phillips.
Ela relaciona inflação ao nível de emprego e demonstra que aumentos inflacionários, “ceteris paribus” (tudo o mais constante), geram uma diminuição nos níveis de desemprego.
Isto ocorre porque uma das consequências do aumento do consumo é a inflação. Portanto, fica intuitivo imaginar que se há mais pessoas consumindo, faz-se necessário mais mão de obra para produzir e ofertar.
Nesse sentido, há também mais pessoas empregadas, e vice-versa.
O que é a deflação?
Por outro lado, quando um país apresenta deflação (inflação negativa), isto demonstra que os indicadores da economia não estão de acordo com um fluxo econômico ativo.
E isso acaba gerando, muitas vezes, um nível maior de desemprego, uma diminuição dos salários nominais e do consumo, e um ciclo de estagnação econômica.
Este evento, pela primeira vez no Brasil com a chegada da pandemia da Covid-19, que culminou em uma estagnação dos fluxos econômicos, e consequentemente, demonstrou uma má performance da economia.
Agora, observe no gráfico abaixo, referente ao IPCA mensal nos anos de 2020 e 2021. Conforme o fluxo de mobilidade e consumo foram aumentando, e a economia aos poucos apresentando sinais de recuperação, a inflação voltou a subir, surtindo os efeitos.
Em suma, o ideal é possuir uma inflação controlada, não representando uma hiperinflação, nem uma desinflação. No entanto, isto nem sempre ocorre, e por isso é tão importante entender as causas e consequências que podem alterar este índice.
Diante de todos os fatos apresentados acima, fica claro que a inflação é um indicador “atrasado”, uma vez que se trata de um sintoma, cuja as causas estão no passado e as consequências repercutem no presente.
O que a inflação afeta
Dessa forma, os efeitos inflacionários possuem causas já conhecidas, e que são denominadas “conjunturais”, quando se tratam de eventos passageiros.
E o “estruturais” quando os eventos ocorridos são contínuos, tendo sido ambos datados de alguns meses ou até anos atrás.
Fator conjunturais
Um fator conjuntural pode ser exemplificado com uma ausência de equivalência entre oferta e demanda. Esse evento trata-se de um acontecimento passageiro uma vez que, em algum momento as cadeias se acomodam, os preços voltam a patamares mais razoáveis, dado o ajustamento entre consumidores e produtores.
Este fato é tão recorrente em nosso cotidiano que podemos citar, por exemplo, um ocorrido recente com o preço do petróleo, milho, soja e outras commodities. Nos EUA, as geadas destruíram os depósitos desses produtos anos atrás.
Isso fez com que a demanda permanecesse em altos patamares, sem a devida equivalência na oferta dos produtos. Dessa forma, o custo do insumo para se fabricar alguns produtos, bem como a gasolina, teve repasse ao consumidor final.
Vale ressaltar que muitas vezes este fator conjuntural pode perdurar por alguns anos.
Fatores estruturais
Por outro lado, fatores estruturais fazem parte da estrutura da economia, como o próprio nome diz. Portanto, são recorrentes e não passageiros, tal como a impressão de moeda.
Sendo assim, como disse Milton Friedman, a “inflação é um fenômeno monetário”, uma vez que no geral, a irrupção entre demanda e oferta, e outros fatores, terminam por se ajustar, mas, a impressão de moeda de maneira ininterrupta, é capaz de fazer com que o poder de compra seja corroído constantemente.
Mas se a inflação é um fenômeno recorrente, então como podemos nos proteger dela? É o que veremos no próximos tópico, fique com a gente!
Como se proteger da inflação?
Bom, como não somos nós, na maioria das vezes, quem determina o aumento do nosso salário nominal. A única maneira que temos para se proteger da inflação é investindo em ativos que rendem mais do que ela.
Sabendo disso, já fica o aviso: se o seu dinheiro que está alocado na poupança e parece estar gerando rendimentos, na verdade ele está sendo corroído pela inflação!!
Por isso, é indispensável procurar um profissional que te ajude a alocar o seu capital nos melhores investimentos, a fim de protegê-los da inflação e de grandes perdas. Uma opção entrara em contato com um escritório da XP, como a Blue3 Investimentos.
E lembre-se: não trabalhe para o seu dinheiro, deixe que ele trabalhe para você. E isso só é possível quando investimos o nosso capital com responsabilidade e eficiência.

Redação It's Money
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