Educação Financeira

4 dicas para começar a investir na bolsa de valores

4 dicas para começar a investir na bolsa de valores
  • Publicado em 3 de dezembro de 2022

Quem quer começar a investir na bolsa de valores precisa conhecer como ela funciona e quais são os investimentos disponíveis.

Afinal, toda decisão no mercado financeiro precisa ser baseada em estudo e conhecimento. 

Esse mercado pode parecer desafiador para diversas pessoas, principalmente por conta da sua amplitude e oscilações.

Outros imaginam que é preciso ter muito capital disponível para iniciar seus aportes. 

Mas existem passos importantes que podem ajudá-lo a começar a investir na bolsa de valores.

Conheça a seguir 4 dicas para dar seus primeiros passos e montar uma carteira de investimento com ativos negociados nesse ambiente. 

Como funciona a bolsa de valores brasileira? 

Antes de conferir as dicas para começar a investir na bolsa de valores é importante que você conheça o funcionamento dessa instituição. A bolsa de valores brasileira, chamada de B3 — sigla para Brasil, Bolsa e Balcão — é uma empresa de capital aberto. 

A sua principal finalidade é proporcionar aos investidores e outras instituições um meio de acessar ativos, títulos e veículos de investimento.

Portanto, você pode compreender o seu funcionamento como uma feira que possibilita a negociação de diversas alternativas de investimento. 

Dessa forma, os investimentos ali presentes não são da bolsa de valores, efetivamente.

Eles podem pertencer a investidores que desejam negociá-los, instituições financeiras que fizeram a emissão e outras empresas vinculadas ao mercado financeiro. 

Para acessar o ambiente da B3 você precisa dos serviços de uma corretora de valores.

Elas são instituições financeiras que proporcionam ao investidor acesso a uma plataforma própria de investimentos e aos ambientes da bolsa. 

Logo, você pode adicionar um saldo à sua conta na corretora e utilizar esses valores para emitir suas ordens de compra de ativos e derivativos na B3.

Assim que a compra for liquidada, o investimento já fará parte da sua carteira e você acompanhará seus resultados. 

Preços dos ativos 

Os preços dos ativos de renda variável disponíveis na bolsa variam conforme a oferta e demanda de investidores. Desse modo, não há um aporte mínimo fixo ou preço máximo que os ativos podem chegar.

Esses patamares mudam frequentemente. 

Assim, é possível encontrar alternativas com preços acessíveis, enquanto outras exigem um aporte mais elevado.

No entanto, lembre-se de que o aporte em qualquer investimento precisa fazer sentido para sua estratégia de investimentos, que considera diversas características pessoais e objetivos financeiros. 

Dessa forma, é importante ter em mente que, mais que avaliar a cotação dos ativos da bolsa— como ações, fundos de índice (ETFs) e fundos imobiliários (FIIs), por exemplo —, é preciso fazer uma análise completa das alternativas de seu interesse.

A partir dela, será possível tomar decisões mais estratégicas para o seu portfólio de investimento. 

4 Dicas para começar a investir na bolsa de valores 

Como você percebeu, a bolsa de valores não é um investimento, mas sim um meio de acessá-los através de um sistema especializado.

Se você quer começar a investir nas alternativas desse ambiente, precisa conhecer 4 dicas. 

Veja só: 

1. Identificar seu perfil de investidor 

A primeira dica para começar a investir na bolsa é identificar o seu perfil de investidor.

Essa característica pessoal diz respeito, principalmente, ao modo como você lida com os riscos atrelados aos investimentos. 

O perfil pode ser conservador, moderado ou arrojado.

O primeiro trata daquelas pessoas que têm menos resistência aos riscos. Dessa maneira, elas buscam investimentos seguros e previsíveis, ainda que tragam uma limitação na rentabilidade. 

Os conservadores costumam voltar-se mais para a renda fixa, tendo em vista sua segurança e previsibilidade.

No entanto, montando uma boa estratégia, é possível alocar uma pequena parte do capital em ativos da bolsa, desde que o risco seja manejado. 

Já os moderados possuem um pouco mais de resistência aos riscos.

Então, apesar de preferir aportes mais seguros, eles conseguem suportar maiores riscos para diversificar os investimentos, principalmente com a diluição desses riscos em longo prazo. 

Por fim, os arrojados são os investidores que têm um alto apetite ao risco.

Portanto, eles conseguem abrir mão de aportes mais seguros para tentar potencializar os seus resultados, ainda que isso traga mais riscos de perdas financeiras. 

Como os investimentos disponíveis na bolsa de valores fazem parte da renda variável, é fundamental considerar o seu perfil.

Apesar de os ativos não terem uma limitação de rentabilidade, tampouco possuem garantias de resultados aos investidores. 

Dessa forma, saber lidar com os riscos e montar uma carteira que considere seu perfil trará uma experiência mais compatível com as suas características pessoais. 

2. Definir objetivos financeiros e prazos 

Conhecendo o seu perfil de investidor, você também precisa traçar objetivos financeiros com prazos definidos. Investir na bolsa de valores não é uma atitude que você deve tomar sem ter uma finalidade em mente. 

Você precisa saber o que deseja realizar com o seu capital no futuro e o quanto ele deve render para satisfazer essa meta.

Logo, tenha objetivos concretos — eles precisam ter prazos, valores estimados e ordem de preferência. 

Não há uma receita pronta para suas metas. Cada investidor possui suas particularidades, necessidades e desejos.

Desse modo, pense bem nos objetivos e como eles influenciarão a sua qualidade de vida. 

Essa dica é necessária porque cada alternativa de investimento pode ser mais adequada a determinados objetivos.

Além disso, elas podem fazer mais sentido para certos prazos, de acordo com seu planejamento.  

A renda variável, como você já sabe, tende a fazer mais sentido para o longo prazo.

Por isso, antes de começar a investir na bolsa de valores, avalie suas metas pessoais para identificar se elas se encaixam às características dos ativos negociados nesse ambiente. 

3. Conhecer as alternativas de investimentos 

Como você viu, a bolsa de valores não é um investimento, mas sim uma forma de acessá-los.

Assim, é fundamental conhecer as alternativas, saber como elas funcionam e quais são suas principais particularidades. 

Em um primeiro momento, essa tarefa pode ser bastante desafiadora, já que é comum ter menos conhecimento do mercado e seu funcionamento nos primeiros passos.

Por isso, uma dica aqui é contar com uma assessoria de investimentos. 

Esse serviço reúne profissionais do mercado financeiro que atendem clientes das corretoras de valores.

Dessa maneira, eles podem oferecer um suporte completo ao investidor. 

O assessor de investimento pode explicar as alternativas de investimento do mercado, facilitar o acesso a análises elaboradas por especialistas do mercado e tirar dúvidas sobre o seu perfil de investidor, por exemplo. 

Ao escolher um escritório, portanto, você contará com profissionais competentes e que podem oferecer um conhecimento importante na sua jornada de investimentos. 

4. Fazer uma análise dos ativos 

Após conhecer as principais alternativas do mercado, é preciso, ainda, fazer uma boa análise dos ativos.

Esse estudo visa entender a capacidade de o investimento gerar rendimentos no futuro, traçando expectativa de comportamento dos preços. 

A análise de ativos é uma etapa que requer um certo conhecimento de mercado e de teorias dessa área.

Portanto, novamente, contar com o apoio de profissionais pode trazer mais segurança e permitir acesso mais fácil a materiais que possam ajudar na sua tomada de decisão — como análises e carteiras recomendadas. 

Agora você já conhece 4 dicas para começar a investir na bolsa de valores.

Como você viu, o suporte de uma assessoria pode fazer a diferença nesse momento — ampliando seu conhecimento de mercado para compor uma carteira de investimentos cada vez mais robusta e alinhada às suas necessidades. 

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Redação It's Money

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