Apple anuncia investimento de US$ 100 bilhões nos EUA em expansão da manufatura

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Apple anuncia investimento de US$ 100 bilhões nos EUA em expansão da manufatura

7 ago 2025•Última atualização: 10 setembro 2025

Redação It's MoneyRedação It's Money

A Apple anunciou um investimento de US$ 100 bilhões nos Estados Unidos, elevando para US$ 600 bilhões o total comprometido para os próximos quatro anos.

A empresa planeja ampliar a produção e a cadeia de suprimentos no mercado americano, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump.

O novo aporte soma-se ao compromisso inicial de US$ 500 bilhões feito ainda neste ano, quando a Apple também anunciou a contratação de 20 mil trabalhadores no país.

O foco é a expansão da fabricação avançada, embora a montagem final dos iPhones permaneça no exterior por enquanto.

Impacto no setor e na cadeia produtiva

Tim Cook, CEO da Apple, explicou que diversos componentes dos produtos, como semicondutores, vidros e módulos de Face ID, já são produzidos nos EUA. Contudo, a montagem completa dos iPhones continuará sendo realizada fora dos Estados Unidos "por um tempo".

A empresa busca equilibrar os custos elevados da mão de obra local com a complexidade da cadeia global de suprimentos.

Entre os parceiros do investimento estão fabricantes importantes como Corning, Applied Materials, Texas Instruments, GlobalFoundries, Broadcom e Samsung.

Notadamente, a Samsung fornecerá chips produzidos em sua planta no Texas para a Apple, enquanto a GlobalWafers fornecerá wafers de silício também fabricados no estado.

Relação comercial e repercussão no mercado

O anúncio ocorre em meio a tensões comerciais envolvendo tarifas e políticas de produção entre os EUA e a China.

Em maio, Trump ameaçou aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos importados, o que poderia impactar diretamente os resultados da Apple, que já sofreu um custo estimado em US$ 800 milhões no trimestre encerrado em junho devido a essas medidas.

Analistas destacam que o investimento está alinhado com padrões anteriores da Apple tanto no governo Biden quanto no de Trump, mas representa um avanço importante na relação da empresa com a Casa Branca.

Segundo Daniel Ives, da Wedbush Securities, este movimento aproxima a Apple do presidente Trump após períodos de tensão.

As ações da Apple fecharam o dia com alta de 5%, enquanto companhias parceiras, como Corning e Applied Materials, também registraram valorização após o anúncio.

A fabricação principal dos produtos da Apple continua concentrada na Ásia, especialmente na China, embora a empresa esteja gradualmente transferindo parte da produção para Vietnã, Tailândia e Índia.

Apesar das pressões políticas, a fabricação integral dos iPhones nos EUA ainda é considerada inviável devido aos custos e à complexidade técnica envolvidos.

Fonte:

  • Forbes/li>
Redação It's Money

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