Dólar avança para R$ 5,22 em meio a turbulências e indicadores econômicos
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Dólar avança para R$ 5,22 em meio a turbulências e indicadores econômicos
16 fev 2026

O dólar comercial subiu para R$ 5,22 em um dia marcado por turbulências no mercado internacional e ajustes no cenário financeiro local. A moeda americana encerrou a sexta-feira (13) vendida a R$ 5,229, alta de 0,57%, influenciada pela criação de empregos acima do previsto nos EUA e pela realização de lucros dos investidores no mercado brasileiro.
Segundo dados da Reuters, a cotação da divisa atingiu R$ 5,25 durante a manhã, antes de desacelerar à tarde com a redução das tensões fora do Brasil. Apesar da alta recente, o dólar acumulou queda de 4,72% em 2026 até o momento.
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Dólar e juros nos EUA
O cenário para a política monetária americana apresenta divergências. A economista Andressa Durão, do ASA, prevê que não haverá cortes de juros em 2026, com crescimento econômico robusto nos Estados Unidos e manutenção da política atual do Federal Reserve (Fed). Essa visão contraria o consenso de mercado.
Por outro lado, a divulgação do índice de inflação ao consumidor (CPI), com alta de 0,2% em fevereiro, ficou um pouco abaixo da expectativa, reforçando a possibilidade de futuras reduções de juros conforme exemplificado pelo aumento mais lento da inflação nos EUA.
Mercado cambial global e liqüidez reduzida
Na segunda-feira, o dólar apresentou avanço modesto contra as principais moedas, incluindo o iene japonês, euro e libra, em um cenário de liquidez reduzida devido ao feriado do Dia dos Presidentes nos EUA. O índice Dollar Index (DXY) subiu 0,15%, atingindo 97,066 pontos.
Especialistas indicam que, se o índice de preços ao consumidor pessoal (PCE), a ser divulgado, confirmar uma desaceleração maior da inflação, o dólar e os rendimentos dos títulos públicos americanos podem cair.
Impacto no mercado brasileiro
O mercado acionário brasileiro acompanhou a valorização do dólar com queda do índice Ibovespa. O indicador fechou aos 186.464 pontos, recuo de 0,69%, em um movimento de venda para realização de lucros após máximas históricas recentes.
O desempenho das ações de petroleiras foi influenciado pela alta no preço do petróleo, que ajudou a conter a queda das bolsas. Entretanto, a persistência das incertezas internacionais e preocupações sobre o setor de tecnologia reduziram o otimismo no mercado financeiro.
Fontes
- Valor Econômico
- Tribuna Do Norte
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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