Atividade econômica da zona do euro acelera e pressiona política do BCE
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Atividade econômica da zona do euro acelera e pressiona política do BCE
25 ago 2026

A atividade empresarial da zona do euro acelerou em agosto, alcançando o ritmo mais rápido do ano, impulsionada pelo aumento nas novas encomendas, especialmente no setor industrial, e crescimento das exportações. O PMI Composto preliminar da S&P Global subiu para 52,1, acima da expectativa de 51,7, indicando expansão econômica. O setor industrial destacou-se com um PMI de 52,8, o mais alto em mais de quatro anos, enquanto o setor de serviços manteve crescimento estável com PMI de 51,7.
O crescimento robusto ocorreu apesar do conflito no Oriente Médio, com a demanda por bens de tecnologia associados à inteligência artificial e equipamentos de defesa contribuindo para a recuperação da produção, especialmente na Alemanha. O emprego total aumentou, revertendo a tendência observada nos últimos anos, e as pressões inflacionárias sobre custos de insumos recuaram ao ritmo mais lento em seis meses.
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Inflação e inflação subjacente na zona do euro
A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro acelerou para 2,9% em julho, frente a 2,8% em junho, conforme dados finais divulgados pela Eurostat. O resultado confirmou a estimativa preliminar e alinhou-se às previsões de mercado. O índice se mantem acima da meta oficial de 2% do Banco Central Europeu (BCE). O núcleo do CPI, que exclui energia e alimentos, também subiu para 2,5% em julho, contra 2,4% em junho.
O aumento da inflação mantém a pressão para que o BCE mantenha postura monetária restritiva. Segundo analistas, o segundo aumento das taxas de juros acontece na próxima reunião do conselho do banco, com possibilidade de novos ajustes caso a inflação continue elevada.
Mercado de títulos e impacto do petróleo na zona do euro
A liquidação dos títulos públicos da zona do euro apresentou uma pausa, com o rendimento do Bund alemão de 10 anos caindo ligeiramente para 3,247%, após alcançar máximas históricas recentes. Apesar da estabilização, os preços elevados do petróleo, com o Brent próximo de US$ 91,60, limitam o alívio para o mercado de dívida. A tensão geopolítica no Estreito de Ormuz continua influenciando o cenário, mantendo o ambiente volátil.
O mercado global de títulos apresentou leve rali influenciado pela queda dos rendimentos dos Treasuries dos EUA, refletindo dados econômicos internos mais fracos, o que contribui para um quadro misto em ativos do euro.
Movimentação do euro frente às principais moedas
O euro mostrou valorização frente ao dólar, alcançando US$ 1,1674, na sessão que registrou queda do dólar americano devido à redução dos preços do petróleo e expectativas para decisões da Federal Reserve (Fed). O índice DXY caiu 0,09%, marcando 98,915 pontos. As perspectivas para o Fed, com foco na reunião do simpósio de Jackson Hole, influenciam os fluxos cambiais.
O Banco Central Europeu indica disposição para aumento na taxa de juros em setembro, refletindo cautela diante da inflação e impactos externos. O cenário busca equilibrar os riscos de uma economia que apresenta sinais claros de crescimento e desemprego em queda, mas com pressões inflacionárias persistentes e ambiente geopolítico instável.
Fontes
- CNN Brasil
- InfoMoney
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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