Dólar sobe a R$ 5,15 com cenário fiscal e Ibovespa em alta
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Dólar sobe a R$ 5,15 com cenário fiscal e Ibovespa em alta
25 ago 2026

O dólar fechou o pregão de 24 de agosto cotado a R$ 5,15, em alta frente ao real. O movimento ocorreu em meio a avaliações cautelosas dos investidores sobre o cenário fiscal brasileiro e as perspectivas para a economia do país. A moeda abriu próxima da estabilidade, mas ganhou força ao longo do dia, refletindo também as incertezas políticas e econômicas vigentes.
O mercado acionário acompanhou esse ritmo e o Ibovespa avançou, consolidando uma trajetória de recuperação pelo quarto pregão consecutivo. Esse movimento reforça a entrada de recursos de investidores estrangeiros e institucionais, indicando maior apetite ao risco após períodos recentes de volatilidade.
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Destaques corporativos e movimentações no mercado
A reestruturação das dívidas da Braskem foi um dos principais pontos que repercutiram no mercado nesta segunda-feira. A petroquímica protocolou pedido de recuperação extrajudicial, tendo obtido adesão relevante dos credores ao plano de reorganização financeira. Essa medida impactou diretamente empresas ligadas, especialmente a Petrobras, que viu suas ações recuarem, influenciadas ainda pela queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
Ao contrário, a Vale teve desempenho positivo, beneficiada pela alta do minério de ferro. Outro destaque foi a Eneva, que realizou captação bilionária via emissão de debêntures para aprimorar estrutura de passivos e antecipar liquidação de contratos financeiros, valor que reflete-se em alta das ações da empresa.
Cenários fiscal e econômico doméstico
O Boletim Focus mais recente do Banco Central sinalizou manutenção das expectativas para inflação e taxa básica de juros, ao passo que a projeção para o crescimento econômico foi levemente revista para baixo. Esse contexto auxilia na compreensão do movimento do dólar e do Ibovespa, uma vez que influenciam decisões de investidores sobre fluxo cambial e aplicações financeiras no Brasil.
Além disso, o Morgan Stanley revisou projeções para o Ibovespa no cenário pós-eleitoral, sinalizando risco de queda próxima a 35% em dólar caso não haja plano fiscal consistente. O relatório destaca a importância da política fiscal na sustentação do mercado acionário e a provável volatilidade diante do risco político e fiscal. O banco recomenda uma estratégia balanceada, focando em empresas defensivas e exportadoras, que tendem a amortecer eventuais impactos negativos.
Impactos externos e relações internacionais
Em âmbito global, o dólar sofreu pressão de baixa, influenciado por notícias sobre um possível acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, associado à queda de 5% no preço do petróleo. Com isso, no pregão do dia 25, a moeda americana operou em queda de 0,25%, fechando a R$ 5,1404, refletindo um ambiente externo de menor aversão ao risco.
Esse cenário impacta diretamente o câmbio brasileiro, devido ao retorno moderado de recursos estrangeiros ao mercado de ações local e à melhora nos termos de troca do país. A expectativa por um desfecho eleitoral mais definido mantém a atenção dos investidores, pois pode alterar orientações de política econômica e afetar o comportamento do real frente ao dólar.
O Dollar Index (DXY), índice que mede a força do dólar ante uma cesta de moedas, recuava em torno de 0,12%, reforçando a fraqueza da moeda no exterior e seu reflexo no mercado doméstico.
Assim, o câmbio e o mercado de ações no Brasil seguem sensíveis a fatores internos, como política fiscal e decisões do Banco Central, e externos, como cenário geopolítico e movimentos do dólar internacional.
As informações são baseadas no Banco Central, relatórios do Morgan Stanley e publicações do Estadão.
Fontes
- DCI
- CNN Brasil
- InfoMoney
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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