Atividade econômica e inflação aceleram na zona do euro em agosto
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Atividade econômica e inflação aceleram na zona do euro em agosto
24 ago 2026

A atividade empresarial da zona do euro acelerou em agosto, alcançando o ritmo mais intenso do ano, impulsionada pelo aumento nas novas encomendas e pela retomada das exportações, especialmente no setor industrial. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da S&P Global subiu para 52,1, superando as expectativas dos analistas e indicando crescimento econômico.
Os novos pedidos cresceram na maior taxa desde 40 meses, enquanto a demanda por exportações registrou o primeiro avanço desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia no início de 2022. O setor industrial destacou-se, com o PMI industrial passando de 51,9 para 52,8, a maior leitura em mais de quatro anos. O setor de serviços também contribuiu para o crescimento com o PMI estável em 51,7.
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Inflação anual da zona do euro acelera
A inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro acelerou para 2,9% em julho, conforme dados finais divulgados pela Eurostat. O índice ficou acima da meta de 2% estipulada pelo Banco Central Europeu (BCE) e confirma a tendência de alta observada nos meses anteriores. Na comparação mensal, o CPI teve alta de 0,2%, em linha com as expectativas do mercado.
O núcleo do CPI, que exclui os itens mais voláteis como energia e alimentos, também apresentou aceleração, passando de 2,4% em junho para 2,5% em julho. Esse dado reforça a persistência da inflação pressionando os preços ao consumidor mesmo com sinais de desaceleração nos custos de insumos e preços de produção.
Mercado de títulos e impacto dos preços do petróleo
Os rendimentos dos títulos públicos da zona do euro registraram uma pausa após a alta histórica recente, com a estabilidade observada no mercado global ajudando a limitar movimentos mais bruscos. O rendimento do Bund alemão de 10 anos caiu ligeiramente para 3,247%, após atingir picos não vistos em 15 anos.
Apesar da estabilização nos títulos, os preços do petróleo Brent continuam elevados, pressionando o cenário econômico. O barril manteve-se próximo a US$91,60, refletindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e impactando os custos energéticos na região.
Cotação do euro e dólar diante do cenário internacional
O euro cotou-se em queda frente ao dólar, alcançando US$ 1,1664, afetado pela força da moeda americana e tensões comerciais entre os Estados Unidos e o Canadá. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a várias moedas fortes, subiu 0,20%, reforçando a pressão sobre o euro.
Na esfera das negociações comerciais, as tratativas entre EUA e Canadá estagnaram, resultando em ameaças de aumento de tarifas americanas sobre veículos e aço importados do Canadá a partir de 2027. Esse cenário contribui para a volatilidade das moedas globais e influencia negociações comerciais importantes.
O panorama indica que o Banco Central Europeu deve manter uma postura monetária restritiva, com expectativa de novos aumentos nas taxas de juros para conter a inflação persistente, mesmo com o crescimento econômico se mostrando resiliente em meio aos desafios externos.
Fontes
- CNN Brasil
- InfoMoney
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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