Bitcoin cresce impulsionado por risco da dívida americana e avanço regulatório
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Bitcoin cresce impulsionado por risco da dívida americana e avanço regulatório
24 ago 2026

O Bitcoin ultrapassou a marca de US$ 77 mil e alcançou sua melhor semana em mais de dois anos, impulsionado pelo crescente risco de uma crise da dívida nos Estados Unidos e avanços regulatórios no mercado dos ativos digitais. O bilionário Ray Dalio recomendou reduzir investimentos em títulos e destinar até 15% em ouro e parte dos recursos ao Bitcoin para proteção contra a instabilidade financeira.
Dalio destacou que o crescimento da dívida pública americana, próximo de ultrapassar US$ 40 trilhões, gera pressão sobre o governo dos EUA. Com déficit estimado em US$ 2 trilhões para 2026 e custos com juros de cerca de US$ 1 trilhão, o cenário exige uma combinação de cortes nos gastos, aumento da arrecadação e redução das taxas de juros para evitar uma crise nos próximos três anos, segundo seu modelo de ciclos da dívida apresentado no livro "How Countries Go Broke: The Big Cycle".
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Movimentações do mercado e perspectivas para o Bitcoin
Na última semana, o Bitcoin registrou uma valorização superior a 22%, com forte demanda institucional nos EUA. Produtos de Bitcoin à vista atraíram quase US$ 520 milhões em fluxos líquidos em um único dia, maior entrada em três meses, impulsionados por expectativas de queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e pela busca de proteção na criptomoeda.
Além disso, o presidente Donald Trump defendeu que o Congresso aprove a legislação que clareia as regras para o mercado de criptomoedas, medida que tende a reduzir o risco regulatório e incentivar bancos e gestoras a alocarem capital no setor.
Impacto das políticas fiscais e monetárias sobre as criptomoedas
Os recentes movimentos do Departamento do Tesouro dos EUA, como a recompra de títulos de longo prazo, e a expectativa quanto às decisões do Federal Reserve no Simpósio de Jackson Hole têm influenciado o movimento do Bitcoin. A possível desvalorização adicional do dólar e a estabilização dos rendimentos dos Treasuries podem levar a criptomoeda a novos testes na faixa dos US$ 80 mil.
Especialistas ressaltam que a alta sustentada do Bitcoin se fundamenta em fluxos genuínos de compra, incluindo capital institucional. Entretanto, o movimento também contém elementos técnicos, com espaço para volatilidade conforme os próximos sinais econômicos e regulatórios.
Enquanto isso, a Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin, optou por não ampliar sua exposição na última semana, mas reforçou reservas em dólares e recomprou ações, demonstrando uma postura ativa frente às condições atuais do mercado.
Esses fatores indicam que o Bitcoin tem se consolidado como uma alternativa para investidores que buscam proteção diante das incertezas fiscais e monetárias dos Estados Unidos, reforçando seu papel no ambiente global de ativos.
Fontes
- O GLOBO
- CNN Brasil
- Valor Econômico
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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