Dólar volátil e impacto das sanções: como isso afeta viagens e comércio em 2026
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Dólar volátil e impacto das sanções: como isso afeta viagens e comércio em 2026
24 ago 2026

O dólar apresentou volatilidade em 2026, influenciado por fatores internos e externos que afetam desde o planejamento de viagens até as relações comerciais internacionais. A moeda americana encerrou uma sessão recente cotada a R$ 5,1532, com leve alta de 0,16%, reflexo direto da movimentação global e das sanções dos EUA contra o Irã.
Para quem planeja viajar ao exterior no fim de 2026, a oscilação do dólar representa um desafio. Especialistas recomendam a compra gradual da moeda ao longo dos meses para diluir riscos, já que tentativas de acertar o momento exato da cotação podem resultar em custos mais elevados. Para viagens orçadas em US$ 5 mil, uma simples alta no dólar de R$ 5,20 para R$ 5,50 pode elevar o orçamento em cerca de R$ 1,5 mil. Além disso, a alta no preço do querosene de aviação, que acumulou um aumento superior a 40%, pressionou o custo das passagens aéreas, que já registram alta de quase 14% no ano, conforme o IPCA.
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dólar e volatilidade eleitoral
O dólar acumula queda de aproximadamente 5,4% desde o início do ano, mas a proximidade das eleições presidenciais brasileiras em outubro eleva a volatilidade cambial. Essa incerteza política accentua os prêmios de risco, reforçando a necessidade de planejamento antecipado. O Boletim Focus projeta a cotação do dólar para cerca de R$ 5,20 no fim de 2026.
Especialistas também destacam a vantagem do uso de contas internacionais para receber recursos, com spreads cambiais reduzidos em comparação aos bancos nacionais. Ainda assim, cobranças como IOF não devem ser negligenciadas, variando de 1,1% a 3,5% conforme a operação.
retaliação comercial entre canadá e eua
No âmbito internacional, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou retaliação “dólar por dólar” às tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos a produtos canadenses. A medida, que entra em vigor em setembro de 2026, visa retaliar sobretaxas americanas sobre aço, laticínios e outros produtos. Essa tensão poderá afetar os fluxos comerciais entre os dois países, que juntos negociaram quase US$ 900 bilhões no ano anterior.
A retaliação gera riscos econômicos imediatos e aumenta a imprevisibilidade no mercado cambial. Enquanto o Canadá conta com amplo apoio popular para enfrentar as políticas americanas, autoridades dos EUA indicam que podem ampliar as medidas contra o país vizinho, configurando uma possível escalada de guerra comercial.
influência das sanções geopolíticas
O ambiente externo também é balizado por sanções dos EUA a países que mantêm relações econômicas com o Irã, aumentando a cautela dos investidores. A operação "Economic Outcast" anunciada pelo secretário do Tesouro americano evidenciou esse cenário, embora os mercados não tenham demonstrado reação severa imediata. O dólar, ao subir globalmente, reflete o fortalecimento da moeda diante desse clima de incertezas e aguarda sinais do Federal Reserve no Simpósio de Jackson Hole.
Investidores e viajantes devem observar esses movimentos para ajustar estratégias financeiras e planejar operações cambiais, diante da volatilidade e dos impactos econômicos em diferentes esferas.
Fontes
- InfoMoney
- O GLOBO
- Zero Hora
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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