Banco do Brasil reporta lucro acima do esperado, mas inadimplência pressiona ações
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Banco do Brasil reporta lucro acima do esperado, mas inadimplência pressiona ações
13 ago 2026

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram cerca de 4% nesta terça-feira (13), cotadas a R$ 18,23, em reação aos resultados do segundo trimestre divulgados após o fechamento do mercado.
O banco reportou lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no período, superando as expectativas médias do mercado. Apesar disso, analistas destacam que o resultado revela preocupações em relação à qualidade dos ativos, especialmente a inadimplência e as provisões para calotes.
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alta inadimplência em carteira
A inadimplência, medida pelos empréstimos com atraso superior a 90 dias, subiu de 3,96% em junho de 2023 para 5,61% em junho de 2024. No segmento pessoa física, o índice chegou a 8,41%, contra 5,59% um ano antes. O agronegócio também apresentou piora expressiva, com índice passando de 3,16% para 6,27% no período.
O número preocupa ainda mais ao observar áreas específicas. A inadimplência em cartões de crédito dobrou para 14,6%, enquanto a formação de novos empréstimos inadimplentes no varejo atingiu R$ 11,8 bilhões no trimestre. No agronegócio, a inadimplência também se manteve elevada, com apenas 74% dos pagamentos em dia em julho, mês com maior volume de desembolsos.
avaliação dos analistas
Analistas ressaltam que o desempenho recente depende de uma recuperação no agronegócio, que está diretamente ligada à implementação da medida provisória para renegociação da dívida rural. Segundo Daniel Vaz, do Safra, o trimestre não mostra evidências claras de melhoras na rentabilidade do banco.
O Citi destaca que a parcela de créditos em estágio 3, os de pior qualidade, alcançou 8,8% da carteira, enquanto o índice de cobertura caiu dez pontos percentuais, para 148,5%. Tais processos indicam deterioração, especialmente nas carteiras de pessoas físicas e agronegócio.
Já o J.P. Morgan destaca que, apesar do lucro líquido acima do esperado, a queda no patrimônio líquido, com impactos negativos de cerca de R$ 7,5 bilhões decorrentes da revisão atuarial e aumento de ativos fiscais diferidos, lançam dúvidas sobre a sustentabilidade dos resultados.
O patrimônio líquido recuou R$ 5,2 bilhões, totalizando R$ 180,6 bilhões, apontando para desafios na geração de lucro antes dos impostos em cenário econômico desafiador.
Essas informações indicam que o Banco do Brasil enfrenta um cenário de risco em suas carteiras de crédito, que pressiona a percepção do mercado e o desempenho das ações BBAS3 na B3.
As informações são baseadas em dados do Valor Econômico e Valor PRO, serviço em tempo real do Valor.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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