Bitcoin cai a menor nível em quase dois anos com combinação de juros e mercado em baixa

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Bitcoin cai a menor nível em quase dois anos com combinação de juros e mercado em baixa

25 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O Bitcoin (BTC) recuou para seu menor valor desde setembro de 2024 nesta quinta-feira (25), atingindo a mínima de cerca de US$ 58.200. Essa queda acontece em um cenário de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) e de diminuição do interesse por ativos de risco globalmente, influenciada pela liquidação de ações ligadas à inteligência artificial (IA).

Por volta das 13h, o Bitcoin era negociado próximo a US$ 59.300, segundo dados da plataforma Coingecko. A combinação da alta do índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas e alcançou seu maior patamar em mais de um ano, com previsões de novos aumentos da taxa de juros nos EUA, tem direcionado investidores para títulos do Tesouro e dólar como ativos de refúgio.

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Pressão macroeconomica e liquidez afetam o Bitcoin

André Franco, CEO da Boost Research, destaca que o DXY ultrapassou 101 pontos, drenando liquidez de ativos que não estão atrelados ao dólar. Para ele, a queda do Bitcoin abaixo da região de demanda entre US$ 60 mil e US$ 61 mil representa uma significativa resistência, indicando menor apetite pelo risco no curto prazo.

Do ponto de vista técnico, o cenário imediato para o Bitcoin é considerado neutro a levemente negativo, com oscilação esperada entre US$ 59 mil e US$ 61 mil enquanto o dólar ditar o ritmo do mercado.

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Suporte importante e perspectivas para os investidores de longo prazo

Por sua vez, Fabricio Tota, vice-presidente de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, aponta que a faixa dos US$ 60 mil tornou-se o principal suporte do ativo. Caso essa região seja mantida, a probabilidade de recuperação nas próximas semanas aumenta. No entanto, um rompimento consistente deste suporte pode gerar uma nova onda corretiva.

Além das criptomoedas, outros ativos considerados escassos, como ouro e prata, também apresentam perdas em junho. Isso reflete a expectativa do mercado de que o Fed mantenha os juros elevados por mais tempo, reduzindo temporariamente sua atratividade.

Outro ponto que pressiona o Bitcoin são as saídas líquidas dos ETFs da criptomoeda. Na quarta-feira (24), esses fundos registraram retiradas de cerca de US$ 470 milhões, o maior fluxo negativo desde o início do mês. Em 30 dias, os resgates acumulam aproximadamente US$ 6,5 bilhões, indicando que esses fundos exercem impacto relevante no preço do Bitcoin no curto prazo.

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Indicadores on-chain apontam potencial para oportunidades de longo prazo

Apesar do cenário desafiador no curto prazo, alguns indicadores sugerem que o mercado pode estar entrando em uma zona tradicionalmente associada a oportunidades para investidores com horizonte mais longo. Atualmente, apenas 47,5% da oferta total de Bitcoin está em lucro, o que indica que mais da metade das moedas está abaixo do preço médio de compra dos detentores.

Históricamente, períodos em que a maioria dos investidores está no prejuízo são alguns dos momentos com melhor relação entre risco e retorno para investidores de longo prazo. Porém, a evolução do mercado continuará atrelada ao cenário macroeconômico. Expectativas relacionadas a dados de inflação e decisões do Fed podem reverter o fluxo de liquidez para ativos escassos.

Assim, a manutenção do suporte dos US$ 60 mil permanece como a principal linha de defesa para o Bitcoin, e seu acompanhamento é essencial para identificar possíveis movimentos futuros no mercado.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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