Bitcoin cai a mínima em 21 meses com fraqueza da Strategy e saídas de ETFs

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Bitcoin cai a mínima em 21 meses com fraqueza da Strategy e saídas de ETFs

26 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O Bitcoin registrou queda para níveis não vistos em 21 meses, operando próximo a US$ 58 mil, pressionado pela fragilidade da Strategy e pelas significativas saídas de capital de ETFs ligados à criptomoeda. O movimento ocorre mesmo após dados de inflação dos Estados Unidos alinhados às expectativas, refletindo o clima de aversão ao risco nas bolsas internacionais.

Na tarde da quinta-feira, 25 de junho de 2026, o preço da maior criptomoeda do mundo oscilava em torno de US$ 59,2 mil, próximo da mínima registrada no mesmo dia. A Strategy, principal compradora corporativa de Bitcoin, tem sido alvo de dúvidas devido ao modelo de financiamento baseado na emissão de títulos preferenciais denominados STRC. Esses papéis, que deveriam proporcionar rendimento mensal estável aos investidores, caíram de valor e perderam liquidez, ameaçando a continuidade da demanda institucional pela criptomoeda.

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Desafios da Strategy e impacto na demanda

O modelo de investimento da Strategy dependia da receita gerada pela emissão contínua de títulos para adquirir mais Bitcoins. Porém, a recente queda prolongada no preço do ativo e o colapso nas ações preferenciais que sustentavam essa estratégia elevaram o custo de capital da empresa, minando a confiança dos investidores. Além disso, a venda de um lote de 32 Bitcoins pela Strategy em junho quebrou a promessa de jamais vender a reserva, gerando preocupação no mercado.

Segundo especialistas, a fragilidade da Strategy representa um gatilho para a atual fase baixista do Bitcoin, pois os sinais de estresse financeiro na maior detentora institucional provocam inquietação sobre a sustentabilidade da demanda. A escassez de compradores para os títulos STRC levou o rendimento desses papéis a disparar, dificultando ainda mais a captação de recursos para novas aquisições da criptomoeda.

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Saídas de ETFs e contexto macroeconômico

O mercado também sente o peso das saídas líquidas recordes em ETFs de Bitcoin nos últimos dias. Foram registrados US$ 1,34 bilhão em retiradas entre segunda e quinta-feira, segundo dados da Coinglass. A liquidez drenada dos fundos reduz a pressão de compra, acentuando a tendência de baixa.

O cenário macroeconômico contribui para o movimento: o Federal Reserve mantém perspectiva de alta contínua nas taxas de juros para conter a inflação, elevando o custo de oportunidade do Bitcoin, ativo que não gera rendimento e é tratado como ativo de risco. Além disso, a valorização do dólar ante uma cesta de moedas aumenta a pressão sobre a criptomoeda, que perdeu suporte importante na faixa dos US$ 60 mil.

Enquanto isso, a volatilidade global e tensões geopolíticas, como ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, mantêm o apetite por risco contido, restringindo a entrada de novos investidores no mercado de criptoativos.

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Riscos e perspectivas segundo especialistas

Analistas indicam que a resistência ao redor de US$ 60 mil é um suporte fundamental. Caso essa faixa seja rompida de forma consistente, o Bitcoin poderá enfrentar uma nova onda corretiva. Por outro lado, indicadores on-chain mostram que mais da metade das moedas circulantes está atualmente abaixo do preço médio de aquisição, o que historicamente assinala oportunidades para investidores com horizonte de longo prazo.

No entanto, a direção do mercado seguirá fortemente atrelada aos desdobramentos macroeconômicos e à capacidade da Strategy em superar seus desafios financeiros. A continuidade das retiradas dos ETFs e a retomada dos juros elevados pelo Fed são os principais fatores que podem manter a pressão vendedora no curto prazo.

Fontes

  • InfoMoney
  • Valor Investe
  • Correio Braziliense
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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