Dólar recua a R$ 5,177 com influência de PIB dos EUA e atuação do BC
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Dólar recua a R$ 5,177 com influência de PIB dos EUA e atuação do BC
26 jun 2026

O dólar comercial encerrou o pregão de quinta-feira (25.jun.2026) em queda de 0,47%, cotado a R$ 5,177. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,167 na mínima e R$ 5,219 na máxima. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,89% fechando aos 172.027,88 pontos.
O movimento do dólar acompanhou a terceira estimativa do PIB dos Estados Unidos do primeiro trimestre de 2026, revisada para uma taxa anualizada de 2,1%, acima da leitura inicial de 2%, reforçando a percepção de resiliência da maior economia do mundo e estimulando o apetite por ativos mais arriscados.
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Dólar e cenário internacional
Na sexta-feira (26.jun), a moeda americana continuou a apresentar leve queda de 0,20%, terminando a semana praticamente estável, com valorização de apenas 0,05%. O recuo no preço do petróleo, mesmo diante de atritos entre EUA e Irã no Oriente Médio, reduziu pressões inflacionárias globais e diminuiu chances de elevação dos juros pelo Federal Reserve.
A atuação do Banco Central brasileiro também contribuiu para a sustentação do real. Foram vendidas simultaneamente US$ 1 bilhão à vista e 20 mil contratos de swap cambial reverso, mecanismo que equivale à compra de dólar futuro, evitando distorções pontuais no câmbio.
Expectativas e projeções para a moeda
O dólar operou entre R$ 5,1563 na mínima e fechou em R$ 5,1676 na sexta-feira, com avanço de 2,47% frente ao real somente em junho, após alta de 1,82% em maio. No acumulado do ano, a moeda americana registra queda de 5,86%, com máxima próxima a R$ 4,90 registrada no início de maio.
Estratégias dos investidores seguem atentas às decisões dos índices de preços e à divulgação do payroll e do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, previstos para os próximos dias. Essas informações são decisivas para ajustar expectativas sobre a política monetária americana.
Além disso, o banco Itaú elevou suas projeções para a taxa de câmbio, agora estimando o dólar a R$ 5,30 para 2026 e R$ 5,50 para 2027. Este ajuste reflete uma perspectiva de juros mais elevados nos EUA, deterioração dos termos de troca liderada pela queda do petróleo e aumento do prêmio de risco no segundo semestre, que inclui questões políticas e econômicas internas no Brasil.
Fonte: Relatório do Banco Central, dados do PIB dos EUA e análises do Itaú e jornalistas econômicos do Estadão.
Fontes
- Poder360
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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