Bitcoin recua abaixo de US$ 65 mil com incertezas geopolíticas e saída de ETFs
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Bitcoin recua abaixo de US$ 65 mil com incertezas geopolíticas e saída de ETFs
4 jun 2026

O bitcoin recuou para a faixa de US$ 65 mil nesta semana, atingindo seu valor mais baixo desde março, impactado por incertezas geopolíticas e a saída de recursos de ETFs ligados à criptomoeda.
Na quarta-feira (3), a principal criptomoeda registrou queda de 1,87%, sendo negociada a US$ 65.911,38, conforme dados da Binance. Este movimento acompanhou a piora nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã, além da paralisação das negociações entre os países. A venda da reserva de bitcoins pela Strategy, maior acumuladora corporativa desde 2022, também contribuiu para o recuo.
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Saídas de ETFs e ambiente macroeconômico desafiante
Além da geopolítica, o mercado de criptomoedas sofre com a contínua retirada de capital dos ETFs que investem em bitcoins. O Saxo Bank destacou que os fluxos líquidos seguem negativos, acumulando semanas de saídas, o que afeta o sentimento dos investidores. Na última segunda-feira, foram liquidadas posições compradas no valor aproximado de US$ 437,7 milhões, segundo dados do CoinGlass.
O cenário macroeconômico também eleva a volatilidade. Pesam as expectativas de juros elevados mantidos por mais tempo pelo Federal Reserve (Fed), diante de dados econômicos resilientes dos Estados Unidos. Essas condições restringem o apetite por investimentos mais arriscados, impactando negativamente os ativos digitais.
Pressões geopolíticas e análise do mercado
Apesar de sinais de uma possível trégua entre Israel e Hezbollah, a falta de avanços concretos nas negociações com o Irã mantém um ambiente de incerteza elevado. Medidas regulatórias e políticas, como ações contra corretoras ligadas ao Irã, reforçam a influência desses fatores sobre o mercado de criptomoedas.
Especialistas avaliam que o nível de US$ 65 mil é um ponto crítico para o bitcoin. Segundo a FxPro, abaixo dessa faixa o ativo pode enfrentar maior volatilidade, com disparos de ordens de stop-loss, ampliando o movimento de queda. Caso as saídas do mercado persistam, a criptomoeda pode vir a testar níveis entre US$ 55 mil e US$ 57 mil.
Os índices acionários, por outro lado, renovam máximas, sugerindo que investidores institucionais estão redirecionando capital para ações, em busca de menor risco. O bitcoin, portanto, reflete as condições adversas de mercado e a menor disposição ao risco global.
As recentes declarações do presidente do Federal Reserve de Minneapolis, Neel Kashkari, apontam para uma visão menos otimista da criptomoeda, que considerou como ativo especulativo e falhou em cumprir funções esperadas como meio de pagamento e proteção contra inflação.
Com informações das agências Dow Jones Newswires e análise de dados das plataformas Binance, CoinGlass e dos bancos Saxo Bank e FxPro.
Fontes
- CNN Brasil
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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