Bitcoin tem baixa volatilidade e sinaliza movimentação forte
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Bitcoin tem baixa volatilidade e sinaliza movimentação forte
17 ago 2026

A volatilidade do bitcoin está em um dos níveis mais baixos de sua história, o que pode antecipar uma movimentação intensa no preço do ativo.
Especialistas destacam que períodos de baixa oscilação no bitcoin foram seguidos por grandes variações. Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, explica que a queda do indicador de volatilidade abaixo de 10 historicamente precede explosões de preço, embora não seja possível prever a direção do movimento.
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Dinâmica da volatilidade e estratégias para investidores
O comportamento do bitcoin é comparado a uma mola comprimida que, ao liberar energia, gera movimentos fortes no mercado. Essa dinâmica se repetiu diversas vezes desde 2020, incluindo momentos recentes em janeiro. Pascowitch propõe uma estratégia de aportes recorrentes para reduzir riscos diante da incerteza, comprando aos poucos para aproveitar eventual queda ou posicionando-se para altas futuras.
Além disso, destaca-se a atuação de empresas como a liderada por Michael Saylor, que acumulam bitcoins como parte de suas tesourarias. Vendas recentes do ativo pela companhia podem refletir necessidade de caixa para compromissos financeiros, o que aumenta a exposição em um cenário de queda no mercado digital.
Cenário atual e perspectivas para o mercado de bitcoin
O bitcoin também mantém forte correlação com mercados de risco, de modo que uma eventual correção pode ampliar a pressão sobre as criptomoedas. Thiago Godoy, educador financeiro, recomenda que investidores façam aportes graduais e observem o mercado antes de afetar significativamente sua carteira.
O programa Resenha do Dinheiro, com apoio da B3 e BlackRock, oferece semanalmente análises sobre temas econômicos e investimentos, apresentando conteúdos de forma clara e analítica, com debates no canal CNN Money.
Movimentações recentes e contexto atual
Na última semana, o bitcoin operou em queda, apesar de dados de inflação mais brandos nos Estados Unidos, que impulsionaram outros ativos. Colin Basco, da Coinbase Institutional, aponta que o baixo interesse nas criptomoedas está relacionado a rendimentos competitivos em títulos do Tesouro norte-americano e baixa liquidez no mercado cripto.
Os ETFs de bitcoin continuam registrando saídas líquidas significativas, indicando menor suporte institucional ao ativo. A Securities and Exchange Commission (SEC) adiou sua reunião sobre legislação de criptoativos, reforçando o ambiente regulatório incerto.
Propostas para estimular a economia cripto no Brasil
O candidato Renan Santos apresentou iniciativa para criar uma reserva de bitcoin no país e transformar o Rio de Janeiro em uma cidade cripto friendly, com o objetivo de evitar a saída de talentos e atrair empreendedores digitais. O projeto inclui a possibilidade de expandir o conceito para outras cidades, especialmente no Nordeste.
Bitcoin em alta e influência dos ETFs
Mais recentemente, o bitcoin teve alta de 2%, ainda operando dentro de uma faixa de preços estável entre US$ 52.700 e US$ 67.000. A recuperação acima de US$ 67 mil poderá indicar rompimento importante no mercado, mas a volatilidade reduzida e o volume baixo no curto prazo indicam cautela.
Especialistas ressaltam que a continuidade das saídas dos ETFs pode manter o preço do bitcoin pressionado, enquanto o retorno de investimentos pode fortalecer o ativo para testar resistências mais elevadas.
Os investidores devem acompanhar atentamente esses indicadores para ajustar suas estratégias, com foco no horizonte de longo prazo e consciência dos riscos inerentes ao mercado de criptomoedas.
Fontes
- CNN Brasil
- InfoMoney
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
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