Dólar sobe acima de R$ 5,20 com impacto das eleições e tensão comercial
mercado
Dólar sobe acima de R$ 5,20 com impacto das eleições e tensão comercial
17 ago 2026

O dólar ultrapassou o patamar de R$ 5,20, atingindo níveis não observados desde o fim de março, com alta em cinco pregões consecutivos, após a decisão do governo brasileiro em iniciar um mecanismo de reciprocidade contra tarifas dos EUA. A medida elevou a percepção de risco dos investidores, provocando maior demanda por proteção cambial (hedge) e contribuindo para a valorização da moeda americana frente ao real.
A instabilidade no cenário político, especialmente pela proximidade das eleições presidenciais, aumenta a volatilidade do câmbio. Investidores estrangeiros têm retirado recursos da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), que soma nove pregões de queda, acompanhando o movimento regional em países sul-americanos. A fuga de capital externo na B3 resultou em uma saída líquida de R$ 13,5 bilhões até meados de agosto.
Receba Informações do Mercado Financeiro em Tempo Real. Entre para nossa Comunidade no Whatsapp!!!
Dólar e Bolsa diante das incertezas eleitorais
O clima eleitoral impacta diretamente o mercado doméstico, com pesquisas favorecendo a continuação da liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidando essa percepção junto a aliados políticos. Esta conjuntura estimula uma reeavaliação do risco-país, o que influencia os fluxos de investimentos e o câmbio.
Analistas apontam que a valorização do dólar também é resposta à conjuntura internacional. Dados econômicos recentes nos EUA indicam desaceleração do mercado de trabalho e da inflação, o que reduz a pressão para novos aumentos dos juros pelo Federal Reserve (Fed). A provável manutenção da taxa básica americana em níveis atuais reduz o diferencial de juros entre Brasil e EUA, afetando o câmbio.
Intervenções e perspectiva para o real
O Banco Central tem atuado para conter a volatilidade cambial, incluindo vendas expressivas de contratos futuros e operações de rolagem de swaps cambiais. Apesar disso, o real mantém desvalorização acumulada superior a 2,5% no mês de agosto.
Especialistas ressaltam que a trajetória futura do dólar diante do real dependerá do comportamento da política econômica doméstica, especialmente das decisões da autoridade monetária brasileira acerca da taxa básica de juros (Selic), e do desenrolar do processo eleitoral. Apostas em cenários de continuidade ou mudança de governo refletem diretamente nas expectativas para o câmbio.
Além disso, fatores externos, como o aumento do preço do barril de petróleo, pressionam o dólar a subir por elevar a aversão global ao risco. O aumento das tensões geopolíticas e do custo das commodities exercem influência adicional na dinâmica cambial.
Fontes
- Correio Braziliense
- Diario Do Comercio
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
A redação do portal It’s Money é formada por um time de profissionais com ampla experiência editorial, com acompanhamento e revisão de jornalistas especializados.
Saber mais



