Confiança do comércio cresce 4,4 pontos em abril, mostra FGV

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Confiança do comércio cresce 4,4 pontos em abril, mostra FGV

29 abr 2025Última atualização: 29 abril 2025

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O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) subiu 4,4 pontos em abril, para 87,5 pontos, após quatro meses consecutivos de queda, segundo dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo FGV IBRE. Apesar do avanço no mês, em médias móveis trimestrais, o índice ainda recuou 0,6 ponto, para 85,4 pontos, refletindo um ambiente de recuperação moderada.

De acordo com Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, o resultado foi influenciado pela melhora disseminada das expectativas entre os diferentes segmentos. “A confiança do comércio volta a subir e recupera pouco menos da metade da queda acumulada nos últimos quatro meses. O patamar ainda é baixo, sugerindo que os próximos meses continuarão desafiadores, embora menos do que o esperado”, afirmou.

O ambiente macroeconômico, ainda pressionado por juros e inflação elevados, segue como obstáculo para uma recuperação mais consistente. No entanto, o fortalecimento do mercado de trabalho e medidas de estímulo podem contribuir para melhorar a percepção dos empresários.

Expectativas puxam a recuperação

O Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 8,7 pontos em abril, atingindo 87,5 pontos. Os dois principais componentes do índice registraram forte alta: o indicador de perspectivas de vendas nos próximos três meses cresceu 9,6 pontos, para 86,4 pontos, enquanto o indicador de tendências de negócios para os próximos seis meses subiu 7,5 pontos, para 89,0 pontos.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) permaneceu praticamente estável, com leve alta de 0,1 ponto, para 88,2 pontos. Dentro deste grupo, a avaliação sobre a situação atual dos negócios subiu 2,4 pontos, para 87,9 pontos, mas o volume de demanda atual caiu 2,2 pontos, para 88,6 pontos.

Consumo de bens essenciais lidera melhora

Em abril, todos os seis principais segmentos do comércio registraram alta na confiança, impulsionados sobretudo pela melhora nas expectativas. Entre os tipos de consumo, o segmento de bens não duráveis, como alimentos e produtos de primeira necessidade, mostrou recuperação, após meses de queda. Já os segmentos de bens duráveis e semiduráveis seguiram trajetória de enfraquecimento.

“A recuperação dos segmentos de bens não duráveis pode indicar que os consumidores estão priorizando gastos essenciais e postergando compras de maior valor”, analisou Tobler.

Agência Brasil

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