Fundos de renda fixa rendem abaixo do CDI no primeiro semestre
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Fundos de renda fixa rendem abaixo do CDI no primeiro semestre
8 jul 2026

Os fundos de renda fixa tiveram rendimento médio inferior ao CDI na primeira metade de 2023, de acordo com dados publicados pela Anbima nesta quarta-feira (8). Enquanto o CDI, referência para investimentos atrelados à Selic, registrou 6,8%, a remuneração média desses fundos alcançou 5,5%.
Os fundos de crédito privado de prazo médio inferior a 63 dias foram os que apresentaram melhor desempenho, alcançando a média do CDI. Por outro lado, os fundos com prazo médio livre registraram rendimento inferior, em torno de 5,4%. Nessas categorias, mais de 20% do patrimônio é investido em papéis com risco de crédito moderado a alto, com o objetivo de superar o CDI.
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Volatilidade e riscos do crédito privado
A volatilidade dos retornos foi alta ao longo do semestre, especialmente nos fundos de crédito privado concentrados acima de 50% em ativos de maior risco. Em março, esses fundos sofreram perdas de 0,39%, mantendo-se estáveis em abril, mas recuperaram-se com rendimento de 0,55% em maio.
O aumento das taxas dos títulos, decorrente da piora na percepção de risco devido a pedidos de recuperações extrajudiciais, atrasos em resultados e a guerra no Oriente Médio, levou à queda do preço das cotas. A reação do mercado, contudo, foi de normalização após esse período.
Avaliação da Anbima sobre o cenário
Pedro Rudge, diretor da Anbima, avalia que a renda fixa continuará sendo o principal destino dos investidores diante dos juros elevados. Contudo, a classe de crédito privado deve enfrentar maiores dificuldades devido ao aumento do custo do financiamento para empresas e maior risco de inadimplência.
Rudge alerta que "crédito privado tem riscos para render acima do CDI, e é esperado que alguns emissores apresentem dificuldades, o que pode gerar perdas em fundos com maior concentração." Ele recomenda que investidores avessos a risco busquem alternativas mais conservadoras, ressaltando que fundos diversificados tendem a mitigar impactos negativos.
Apesar da onda inicial de resgates motivada pelas perdas em fundos de crédito privado, os aportes líquidos nessa categoria somaram R$ 14,4 bilhões entre janeiro e maio. O segmento de renda fixa como um todo atraiu R$ 108,4 bilhões no mesmo período, impulsionado pelos altos juros.
Os dados da Anbima reforçam o cuidado necessário ao investir em crédito privado, destacando a importância da diversificação e análise dos riscos diante do atual cenário econômico.
Fonte: Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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