Fundos de renda fixa rendem abaixo do CDI no primeiro semestre
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Fundos de renda fixa rendem abaixo do CDI no primeiro semestre
8 jul 2026

Os fundos de renda fixa registraram rendimento médio de 5,5% no primeiro semestre de 2024, ficando abaixo do CDI, que alcançou 6,8% no período, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quarta-feira (8).
As categorias que conseguiram alcançar o CDI foram os fundos de crédito privado com prazo médio da carteira inferior a 63 dias. Em contrapartida, os fundos classificados como crédito privado com prazo médio livre apresentaram rendimento médio de apenas 5,4%. Ambas as categorias têm como objetivo superar o CDI por meio da compra de títulos com risco moderado a alto, representando mais de 20% do patrimônio.
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Volatilidade e riscos do crédito privado
A volatilidade esteve presente nos fundos de crédito privado ao longo do semestre. Fundos com concentração acima de 50% em títulos de maior risco apresentaram perdas de 0,39% em março e desempenho próximo a zero em abril, mas recuperaram-se com rendimento de 0,55% em maio.
O aumento das taxas de juros desses títulos, impulsionado pela maior percepção de risco devido a pedidos de recuperação judicial, atrasos na divulgação de resultados corporativos e efeitos geopolíticos, afetou negativamente os preços das cotas, causando queda momentânea e gerando uma onda de resgates dos investidores.
Aporte de recursos e perspectivas para a renda fixa
Apesar da volatilidade e dos resgates, os fundos de crédito privado atraíram aplicações líquidas de R$ 14,4 bilhões de janeiro a maio. Os fundos de renda fixa em geral lideraram as entradas de recursos nos fundos de investimento no período, com aportes totais de R$ 108,4 bilhões, beneficiados pelos juros elevados no mercado.
Pedro Rudge, diretor da Anbima, destacou durante coletiva que o cenário de juros altos deve manter a renda fixa como principal destino dos investimentos, mas que o crédito privado enfrenta desafios pelo aumento dos riscos de inadimplência das empresas.
Segundo Rudge, a necessidade de renegociação e dificuldades no pagamento das dívidas reduzirão o desempenho dessa classe, embora a diversificação dos fundos ajude a mitigar os riscos. Ele alertou que os investidores mais conservadores devem buscar alternativas menos arriscadas, enquanto fundos mais diversificados tendem a evitar impactos severos em casos de inadimplência.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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