Dólar oscila com intervenção do Banco Central e cenário externo firme
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Dólar oscila com intervenção do Banco Central e cenário externo firme
23 jun 2026

O dólar fechou a segunda-feira cotado a R$ 5,1413, em queda de 0,45% frente ao real, influenciado pelas operações simultâneas do Banco Central, conhecidas como "casadão", que ofereceram liquidez ao mercado sem alterar o saldo líquido da moeda. No ano, a moeda acumula baixa de 6,33% na comparação com o real.
Entretanto, na terça-feira, o dólar subiu 0,89%, encerrando o pregão a R$ 5,1874, atingindo o maior valor de fechamento desde 30 de março. Essa alta foi motivada pela aversão global ao risco, queda nas ações de tecnologia e a expectativa sobre dados de inflação nos EUA que podem reforçar a possibilidade de aumento dos juros pelo Federal Reserve.
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Dólar e intervenção do Banco Central
O Banco Central realizou duas operações simultâneas no início da segunda-feira, vendendo US$ 1 bilhão no mercado à vista e comprando US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial reverso, operação que equivale à compra de dólares no mercado futuro. Ainda realizou uma terceira operação para rolar contratos de swap cambial com vencimento próximo. Essas medidas visam garantir liquidez e aliviar pressões sobre a cotação da moeda, embora, em tese, não alterem o nível do dólar.
Mesmo com os esforços do Banco Central, economistas destacam que o cenário para o dólar segue complexo, com o real mostrando resistência dentro do intervalo esperado, mas a moeda americana mantendo tendência de alta no médio prazo.
Cenário externo e fatores domésticos
Externamente, o dólar se valorizou frente a moedas fortes como o euro e o iene, impulsionado pela percepção de maior vigor da economia americana, evidenciada pelo aumento do índice PMI composto dos EUA, que atingiu o maior nível em cinco meses. A expectativa por dados robustos do índice de preços de gastos com consumo (PCE) também reforça as chances de manutenção de juros elevados pelo FED.
No Brasil, a volatilidade do dólar é afetada pela proximidade das eleições presidenciais, que aumentam a aversão ao risco. Além disso, a recente queda dos preços do petróleo impacta negativamente o câmbio, já que o país é exportador líquido do produto. O contrato do Brent caiu para US$ 76,80, acumulando perda superior a 15% no mês.
Enquanto isso, conflitos no Oriente Médio e negociações envolvendo EUA e Irã mantêm incertezas no mercado, influenciando o comportamento da moeda norte-americana e dos preços do petróleo.
O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda contra uma cesta de seis moedas fortes, encerrou ambos os dias em alta, refletindo o apetite global pela moeda como ativo de refúgio em meio a tensões e incertezas econômicas.
Fontes: Reuters, Estadão, S&P Global, B3.
Fontes
- Brasil 247
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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