Dólar sobe a R$ 5,20 com pressão de juros altos nos EUA e risco fiscal no Brasil

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Dólar sobe a R$ 5,20 com pressão de juros altos nos EUA e risco fiscal no Brasil

25 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

O dólar comercial avançou para R$ 5,20 nesta quarta-feira (24), atingindo o maior valor em quase três meses. A alta ocorreu em meio a expectativas de juros mais altos nos Estados Unidos e crescente preocupação com o risco fiscal no Brasil, o que afeta a confiança dos investidores.

Além disso, a forte queda dos preços do petróleo, que recuou ao menor nível desde o início do conflito entre EUA e Irã, contribuiu para a desvalorização de ativos ligados a commodities, ampliando a pressão sobre o câmbio e a bolsa brasileira.

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cenário internacional e juros nos eua

A moeda americana ganhou força diante da possibilidade de o Federal Reserve manter uma postura mais restritiva na política monetária, diante de sinais de inflação resistente na economia estadunidense. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo Fed.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, operava próximo das máximas de mais de um ano, acumulando alta de cerca de 3% no ano.

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impactos no mercado brasileiro e risco fiscal

No Brasil, a diferença crescente entre as expectativas de juros nos EUA e no país reduziu a atratividade da estratégia chamada carry trade. Isso diminui o fluxo de capitais estrangeiros e pressiona o real frente ao dólar.

Segundo Fabio Kanczuk, ex-diretor de política econômica do Banco Central, o quadro fiscal brasileiro é insustentável e deve provocar um ajuste "na marra", com alta do dólar, dos juros e desaceleração da economia, similar às crises de períodos anteriores. Ele alerta que esse cenário afeta principalmente a população de baixa renda, que não consegue se proteger da crise.

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reação da bolsa e mercado interno

O principal índice da B3, o Ibovespa, encerrou o pregão em queda de cerca de 0,4%, pressionado pela baixa nas ações de petroleiras, mineradoras e bancos. Por outro lado, papéis ligados ao consumo interno apresentaram ganhos, apoiados pelo recuo nas taxas de juros futuros.

Enquanto isso, o mercado acompanha os avanços nas negociações entre EUA e Irã, que podem reduzir riscos geopolíticos e influenciar positivamente o preço do petróleo e os ativos relacionados.

perspectivas para a taxa de câmbio e inflação

Na quinta-feira (25), o dólar recuou para R$ 5,17 após a divulgação de inflação nos EUA em linha com as expectativas, o que abriu espaço para realização de lucros e ajustes no mercado local.

Economistas destacam que a evolução do dólar frente ao real dependerá da postura futura do Fed, do comportamento do apetite por risco global e dos preços das commodities, principalmente petróleo e minério de ferro. Internamente, fatores como política fiscal e decisões do Banco Central brasileiro serão determinantes para a trajetória do câmbio neste ano.

Segundo a Pantheon Macroeconomics, uma depreciação desordenada do real não é o cenário-base, mas a combinação de juros altos nos EUA e ruído político pode pressionar a moeda brasileira.

O Banco Central segue com a Selic em um patamar elevado, o que torna o CDI competitivo, mas o cenário político-eleitoral deve influenciar as estratégias dos investidores.

As informações foram compiladas a partir de fontes como Reuters e declarações de especialistas em política econômica e câmbio.

Fontes

  • InfoMoney
  • ac24horas
  • Tribuna Pr
  • Folha De Pernambuco
  • Poder360
  • AE News - Broadcast+
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
Redação It's Money

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