Dólar sobe cinco dias seguidos e atinge R$ 5,22 com incertezas eleitorais e fiscais
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Dólar sobe cinco dias seguidos e atinge R$ 5,22 com incertezas eleitorais e fiscais
14 ago 2026

O dólar atingiu o maior nível em quatro meses ao fechar em R$ 5,2199 nesta sexta-feira (14), acumulando cinco sessões consecutivas de alta frente ao real.
O movimento é impulsionado pelas incertezas relacionadas ao cenário eleitoral brasileiro e à situação fiscal do país, que levam à saída de investidores estrangeiros e maior volatilidade na taxa de câmbio.
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Dólar elevado pela incerteza fiscal e política
O dólar iniciou o pregão em alta e alcançou máximas próximas a R$ 5,22, encerrando em 0,52% de valorização no dia.
Investidores monitoram o avanço do processo de adoção do mecanismo de reciprocidade contra tarifas americanas pelo governo brasileiro, o que eleva o risco de disputa comercial com os Estados Unidos.
Essa medida, embora não seja o principal fator, adiciona uma camada extra de insegurança ao real, segundo o economista-chefe da Pantheon Macroeconomics, Andrés Abadia.
Além disso, a reprecificação do risco-Brasil tem sido influenciada por expectativas sobre a política econômica a partir de 2027 e a proximidade da eleição presidencial.
Impacto no mercado e no ambiente externo
No mercado doméstico, a Bolsa brasileira refletiu o clima de aversão a risco, registrando a nona queda consecutiva do Ibovespa, mesmo com leve recuperação na reta final do pregão.
Os juros futuros subiram pelo quinto dia seguido, acompanhando também a oscilação dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e a alta do preço do petróleo.
Em âmbito internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de moedas fortes, apresentou queda discreta, pressionado por dados de inflação nos Estados Unidos que indicaram menor pressão de preços.
As negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o petróleo, permanecem travadas, mantendo a volatilidade no mercado global.
Perspectivas e movimentações recentes
Em semana que o dólar registra alta acumulada de aproximadamente 2,6%, especialistas destacam que o real deve seguir volátil e sensível a notícias sobre eleições, política fiscal e a dinâmica comercial internacional.
O juro real elevado até agora tem limitado a valorização maior do dólar, mas o cenário atual pressiona o câmbio para níveis acima de R$ 5,20.
Os investidores estrangeiros continuam reduzindo suas posições em ativos brasileiros, diante do aumento do risco fiscal e político no país.
O dólar comercial fechou a sessão de quinta-feira (13) a R$ 5,193, com alta de 0,25% e máxima próxima de R$ 5,20, conforme dados do mercado.
Esses movimentos ocorrem apesar de quedas na cotação do petróleo, que recuou mais de 2%, ajudando a aliviar pressões inflacionárias globais.
Fontes
- Diario Do Comercio
- Poder360
- AE News - Broadcast+

Redação It's Money
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