Futuro dos juros em aberto pressiona bolsa e impulsiona dólar nesta quarta-feira

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Futuro dos juros em aberto pressiona bolsa e impulsiona dólar nesta quarta-feira

24 jun 2026

Redação It's MoneyRedação It's Money

A retomada dos fluxos no Estreito de Ormuz, canal estratégico para o transporte de petróleo, contribuiu para a oscilação dos mercados nesta quarta-feira. O dólar comercial abriu em alta de 0,16%, cotado a R$ 5,1947. Já o Ibovespa Futuro iniciou o dia com queda de 0,44%, aos 174.100 pontos.

Segundo a Monte Bravo Corretora, o desafio atual reside no tempo necessário para que a normalização dos fluxos se reflita nos estoques e na oferta física de energia para o consumidor final.

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Política monetária e expectativas econômicas

Com a redução das tensões no Oriente Médio e a relativa estabilização dos preços do petróleo, o foco dos investidores volta-se para os próximos passos da política monetária. O mercado acompanha indicadores econômicos e declarações oficiais à procura de pistas sobre a trajetória dos juros e da inflação.

Nesse contexto, os movimentos da bolsa e do dólar refletem o equilíbrio entre o apetite por risco global e as expectativas sobre a economia doméstica, a leitura que orienta as operações no decorrer do dia.

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Sinais da ata do Copom e cenário doméstico

Na terça-feira, o Banco Central divulgou a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic para 12,25% ao ano. Conforme avaliação do economista Rafael Rondinelli, da Mag Investimentos, a sinalização sobre os próximos passos da política monetária perdeu clareza em relação à reunião anterior.

Gabriel Pestana, economista-sênior da Genial Investimentos, observou que a ata apresentou uma comunicação confusa, transmitindo sinais contraditórios sobre atividade econômica, inflação e condução da política monetária. Ele mantém a expectativa de interrupção do ciclo de cortes na Selic em agosto, considerando o processo em curso de desancoragem das expectativas de inflação para 2028.

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Indicadores e dados econômicos no radar

Para esta semana, o mercado aguarda a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, e dados sobre o emprego previstos para sexta-feira, 26 de junho. A consultoria Análise Econômica projeta nova desaceleração da inflação, ainda que a variação mensal para junho possa ser a maior em quatro anos. Apesar da redução parcial dos riscos inflacionários, a inflação permanece elevada nacional e globalmente, influenciada por efeitos secundários dos choques anteriores sobre bens e serviços.

No cenário internacional, o destaque ficará para o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) nos Estados Unidos referente a maio, cuja divulgação está agendada para quinta-feira (25). Este dado é especialmente observado pelo Federal Reserve para orientar suas decisões futuras.

Fonte:

  • Valor Invest
Este conteúdo foi produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial
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