Ibovespa corrige após alta, dólar cai e Petrobras avança 1,7%

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Ibovespa corrige após alta, dólar cai e Petrobras avança 1,7%

22 abr 2026

Dalton VieiraDalton Vieira
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Mercado internacional – desempenho das bolsas internacionais e contexto global

O cenário externo inicia o pregão de quarta-feira, 22 de abril, com indefinição. Os futuros nos Estados Unidos sobem 0,5%, enquanto as bolsas europeias permanecem estáveis, próximas do zero. Dentre os índices europeus, destaca-se a queda do índice CAC 40 (Paris) em 0,33%.

Na Ásia, as bolsas apresentam desempenho divergente: o mercado japonês registra alta de 0,4%, e Hong Kong recua 1,22%, refletindo um momento de oscilação entre ganhos e perdas nos principais mercados globais.

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Commodities – informações relevantes abordadas sobre commodities

O petróleo mantém estabilidade após uma alta expressiva anterior, quando o barril subiu 4,84%, aproveitando o feriado no Brasil que não impactou os mercados internacionais. Atualmente, o preço do petróleo oscila em patamares estáveis, sem alterações significativas no pregão.

Por sua vez, o minério de ferro demonstra leve alta de 0,47%, após recuo anterior de 0,14%, sustentando um viés mais positivo no metal. O minério segue em tendência de alta, indicando certa confiança dos investidores no segmento.

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Ibovespa – análise do mercado interno com foco nas informações sobre o Ibovespa

No âmbito doméstico, o Ibovespa fechou o pregão de segunda-feira com alta discreta de 0,2%, alcançando 196.132 pontos, inserido num processo de correção após movimentações recentes no mercado internacional. Na ausência das bolsas brasileiras na terça-feira, o ETF EWZ, que replica o Ibovespa na Bolsa americana, recuou 1,23%, sinalizando possível pressão para o índice local buscar níveis de suporte.

Os suportes mais imediatos para o Ibovespa situam-se na média dos últimos 10 pregões, em 194.826 pontos, e em uma faixa entre 192.600 e 191.500 pontos. Importante salientar que o índice mantém tendência de alta em todos os prazos operacionais, sendo a reversão de curto prazo indicada apenas em queda abaixo dos 185.213 pontos, consolidando um panorama de estabilidade e força no mercado acionário brasileiro.

Dólar – expectativas e dados sobre o fechamento da moeda norte-americana

O dólar comercial encerrou o pregão de segunda-feira em baixa de 0,54%, cotado a 4,963 reais, perto da mínima do dia. A moeda americana permanece em tendência descendente em todos os prazos operacionais, indicando fortalecimento do real neste momento.

Para que haja mudança significativa nesse cenário e sinalização de alta no dólar, o patamar dos 5,313 reais deve ser ultrapassado, o que se apresenta distante atualmente. A superação da máxima de 5,000 reais registrada no último pregão também influenciaria a reversão de tendência, mas por enquanto prevalece a expectativa de baixa.

Ações

Petrobras (PETR4)

A Petrobras encerrou o pregão de segunda-feira com valorização de 1,73%, cotada a 4,702 reais. No curto prazo, a ação apresenta tendência indefinida, ainda que mantenha uma estrutura de alta nos prazos mais longos — curto, médio e longo prazo.

O cenário maior continua favorável para a PETR4, mas a reversão de curto prazo dependerá do retorno do preço para abaixo de 4,432 reais, abaixo do qual a tendência de alta poderia ser comprometida. Até o momento, a ação sustenta força mas demanda acompanhamento atento do preço para confirmações futuras.

Vale (VALE3)

A Vale teve recuo de 1,14% no último pregão, negociando a 88,73 reais. Apesar da queda recente, a ação permanece em tendência de alta no curto prazo.

O analista aponta que uma possível mudança na tendência dependerá do retorno do preço para níveis abaixo de 84 a 83,70 reais, com enfraquecimento provável do movimento de alta.

Enquanto se mantiver acima desses patamares e próximo da média entre 86 e 94 reais, o cenário é favorável para novas oportunidades de compra, com expectativa de fortalecimento para romper resistência dos 90 reais. Acima disso, o máximo histórico está em 91,62 reais, um nível de atenção para investidores interessados em movimentos de alta mais robustos.

Dalton Vieira

Dalton Vieira

Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.

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