Ibovespa em leve alta mas sem sinais claros de reversão no curto prazo
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Ibovespa em leve alta mas sem sinais claros de reversão no curto prazo
30 jul 2025

Mercado Internacional
As bolsas internacionais registraram desempenhos mistos na última sessão. Os futuros norte-americanos encerraram com leve alta de 0,1%, enquanto as bolsas europeias avançaram cerca de 0,3%, conforme referência do índice Eurostoxx 50. No continente asiático, o cenário foi diferente, com quedas predominantes, sendo Hong Kong a principal queda, de 1,36%, e o Japão praticamente estável.
Commodities
O mercado de commodities apresentou um dia negativo. O barril de petróleo recuou aproximadamente 1%, cotado próximo a US$ 71. Já o minério de ferro caiu 0,83%, negociado um pouco abaixo dos US$ 102, refletindo pressões baixistas na demanda ou oferta desses recursos.
Ibovespa
No cenário doméstico, o Ibovespa finalizou o pregão anterior com alta moderada de 0,45%, aos 132.725 pontos. Essa variação, entretanto, não sinalizou uma recuperação robusta. A alta apenas amenizou a sequência de queda dos últimos três pregões. Para que haja indicação clara de força compradora, o índice precisa romper a resistência dos 133.381 pontos e, especialmente, superar os 133.901 pontos, o que representaria o primeiro sinal de reversão.
Para reverter uma tendência de baixa consolidada no curto prazo, o Ibovespa deve ultrapassar os 135.782 pontos. Caso contrário, a expectativa segue para uma possível nova queda, com projeção próxima a 129.820 pontos. Assim, o mercado interno permanece sob influência de cenário mais negativo.
Dólar
O dólar comercial fechou o último pregão em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,58. A moeda norte-americana está em tendência indefinida no curto prazo, enfrentando uma resistência importante na casa dos R$ 5,613. Para que retome tendência de alta, o dólar precisa superar R$ 5,658.
Por outro lado, para retomar a trajetória de baixa, é necessário que o câmbio se mantenha abaixo dos R$ 5,520. Oscilações abaixo da mínima recente em R$ 5,56 confirmariam ainda mais esse viés baixista. Portanto, o cenário cambial exige atenção para esses níveis técnicos chave.
Petrobras
A ação da Petrobras encerrou o pregão em alta de 1,3%, recuperando-se do leve sinal de baixa do dia anterior e mantendo um viés altista. A ação enfrenta resistência entre R$ 32,63 e R$ 32,77.
Se a cotação superar os R$ 32,67, reforça-se o viés de alta, indicando potencial mudança de tendência. A reversão mais consistente ocorreria com o rompimento de R$ 33,34, que confirmaria a retomada da tendência positiva no curto a médio prazo.
O principal ponto de atenção para o mercado é o suporte em R$ 31,68. A perda desse nível representaria sinal negativo, especialmente para os investidores com posições compradas no curto prazo. A ação fechou em R$ 32,44, dentro do intervalo crítico.
Vale (VALE3)
A VALE3 apresentou queda de 0,62%, com fechamento em R$ 54,82. A ação segue dentro de uma tendência de alta moderada, porém fraca, ainda sem confirmação clara de sinais fortes.
Para que a tendência de alta se consolide, a ação precisa ultrapassar o nível de R$ 55,70 em fechamento de pregão. Já uma queda abaixo de R$ 53,52 indicaria reversão dessa trajetória, gerando pressões negativas.
O desempenho da Vale está condicionado à oscilação dos preços do minério de ferro, que no momento não apresenta suporte, registrando declínio, o que impacta a expectativa positiva para o papel.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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