Ibovespa testa suporte em meio a alta do petróleo e fraqueza global
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Ibovespa testa suporte em meio a alta do petróleo e fraqueza global
23 abr 2026

Mercado internacional
Na quinta-feira, 23 de abril, os mercados globais mostraram sinais de pressão. Os futuros dos Estados Unidos caíram 0,5%, enquanto as bolsas europeias recuaram aproximadamente 0,7%. Na Ásia, houve divergência: o índice japonês avançou 0,4%, e Hong Kong registrou queda de 0,95%. Esse cenário reflete a volatilidade e as incertezas no contexto econômico mundial.
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O petróleo apresentou valorização significativa, com alta de cerca de 1,7%, cotado na faixa de US$ 98,25 o barril, sinalizando força no mercado de energia. Em contrapartida, o minério de ferro caiu 0,64%, negociado a US$ 106,60, indicando uma acomodação nos preços das matérias-primas metálicas.
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O Ibovespa encerrou o pregão de quarta-feira com queda de 1,65%, fechando aos 192.888 pontos. O índice ficou abaixo da média dos últimos 10 pregões, o que enfraquece a atual tendência de alta, mas ainda não a reverte. A tendência positiva será quebrada apenas caso o índice recupere níveis abaixo dos 185.213 pontos.
Atualmente, o Ibovespa encontra-se próximo à região de suporte entre 192.600 a 191.500 pontos, um ponto crucial para análise. A expectativa é que o índice teste essa região em um pregão que tende a ser decisivo.
Para retomar força e romper a máxima histórica de 199.354 pontos, será fundamental fechar acima da média móvel de 10 períodos diários (atualmente em 194.474 pontos) ou, idealmente, oscilar acima da máxima do pregão anterior, que está em 196.700 pontos.
Dólar
O dólar finalizou o pregão anterior com alta moderada de 0,23%, cotado a 4,974 reais, oscilando entre a máxima e a mínima do dia anterior. A moeda ainda segue em tendência de baixa, mas pode ensaiar um repique.
Um sinal importante para confirmar recuperação seria a superação da máxima recente, que ocorreu em 5,000 reais. Caso o dólar teste essa resistência, poderá avançar até a região dos 5,028 pontos.
Petrobras
A Petrobras fechou o dia com valorização de 1,28%, acompanhando a alta do barril de petróleo acima de US$ 98. No curto prazo, a ação está em tendência indefinida, podendo reverter para baixa se recuar abaixo do patamar de R$ 43,82.
Por outro lado, um fechamento acima dos R$ 48,03 aumentaria a probabilidade de a ação retomar a trajetória para romper a máxima histórica de R$ 50,12.
Vale (VALE3)
A VALE3 registrou queda de 1,7%, gerando sinal de baixa contra sua tendência de alta no curto prazo. Essa movimentação sugere uma correção.
A média dos últimos 10 pregões está na faixa dos R$ 87.
Os suportes mais relevantes se encontram na faixa entre R$ 84,70 e R$ 83,70, passando pelo nível importante de R$ 84.
Essa região é estratégica para avaliar possíveis entradas em compra, buscando a manutenção da tendência vigente de alta do papel.

Dalton Vieira
Analista CNPI-T com mais de 18 anos de experiência no mercado financeiro. Analista de valores mobiliários (CNPI-TEM 910). Credenciado pela Apimec desde 2010. Desenvolvedor do método DV de investimentos.
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