Índice de Preços ao Produtor varia 0,06% em fevereiro
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Índice de Preços ao Produtor varia 0,06% em fevereiro
2 abr 2024•Última atualização: 20 junho 2024

Em fevereiro de 2024, os preços da indústria variaram 0,06% frente a janeiro de 2024. Dessa forma, o Índice de Preços ao Produtor teve o primeiro resultado positivo após três meses no campo negativo.
Assim, 14 das 24 atividades industriais tiveram variações positivas de preços. O acumulado no ano foi de -0,18%, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em -5,16%.
Ainda, em fevereiro de 2023, o IPP havia sido -0,29%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28), pelo IBGE.
Índice de Preços ao Produtor
Segundo o IBGE, em fevereiro de 2024, as quatro maiores variações foram em perfumaria, sabões e produtos de limpeza (2,17%); madeira (2,08%); metalurgia (2,03%); e calçados e produtos de couro (1,89%).
O setor de Alimentos foi o de maior destaque na composição do resultado agregado, na comparação com janeiro.
Além disso, entre as atividades que tiveram as maiores variações no acumulado no ano, sobressaíram: indústrias extrativas (6,52%), refino de petróleo e biocombustíveis (-4,06%), metalurgia (3,51%) e madeira (3,15%).
Já na composição do resultado agregado da indústria, na perspectiva deste mesmo indicador (acumulado no ano), as principais influências foram registradas em alimentos: -0,52 p.p., refino de petróleo e biocombustíveis: -0,43 p.p., indústrias extrativas: 0,33 p.p. e metalurgia: 0,20 p.p.
No entanto, o acumulado em 12 meses foi de -5,16% em fevereiro, enquanto, no mês anterior, a taxa havia sido de -5,49%.
Os setores com as quatro maiores variações de preços na comparação de fevereiro com o mesmo mês do ano anterior foram: refino de petróleo e biocombustíveis (-16,26%); outros produtos químicos (-13,35%); papel e celulose (-10,48%); e impressão (7,66%).
Já os setores de maior influência no resultado agregado, nessa comparação, foram: refino de petróleo e biocombustíveis (-1,89 p.p.); alimentos (-1,14 p.p.); outros produtos químicos (-1,13 p.p.); e metalurgia (-0,41 p.p.).
Grandes categorias econômicas
Entre as grandes categorias econômicas, o resultado de fevereiro frente a janeiro foi de -1,05% de variação em bens de capital; 0,12% em bens intermediários; e 0,21% em bens de consumo, sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis foi de 0,23%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis foi de 0,20%.
Ainda nesse indicador, a principal influência entre as grandes categorias econômicas foi exercida por bens de capital, cujo peso na composição do índice geral foi de 7,70% e respondeu por -0,08 p.p. da variação de 0,06% nas indústrias extrativas e de transformação.
No acumulado do ano, houve variação de -0,32% em bens de capital; -0,65% em bens intermediários; e 0,55% em bens de consumo - sendo que a categoria de bens de consumo duráveis acumulou variação de 0,25%, enquanto a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, 0,61%.
Em termos de influência no resultado acumulado no ano, bens de capital foi responsável por -0,03 p.p. dos -0,18% verificados na indústria geral até fevereiro deste ano.
Já os bens intermediários, respondeu por -0,36 p.p., enquanto bens de consumo exerceu influência de 0,20 p.p. no resultado agregado da indústria.
No acumulado em 12 meses, a variação de preços de bens de capital foi de -1,54% em fevereiro. Por sua vez, os preços dos bens intermediários variaram -7,95% neste intervalo de um ano e a variação em bens de consumo foi de -1,43%, sendo que bens de consumo duráveis apresentou variação de preços de 1,63% e bens de consumo semiduráveis e não duráveis, de -2,04%.
Indústrias extrativas: pelo terceiro mês consecutivo, os preços do setor tiveram uma variação média positiva, agora em 1,79%. Com isso, o acumulado no ano chegou a 6,52%. Já o acumulado em 12 meses de fevereiro é o menor valor positivo dos três últimos meses, 2,95% - contra 9,12%, em dezembro de 2023 e 4,17%, em janeiro de 2014.
Refino de petróleo e biocombustíveis: depois de dois meses consecutivos, a variação de preços do setor foi positiva, 0,74%, ainda que menor do que aquela observada em novembro de 2023, 0,83%.
Com isso, o acumulado no ano saiu de -4,77% para -4,06%, resultado negativo mais intenso do que aquele de fevereiro de 2023, -3,11%. No acumulado em 12 meses, a variação foi de -16,26%, contra -18,26% de janeiro.
Outros produtos químicos: após três meses de variações negativas, em fevereiro, os preços dos químicos voltaram ao campo positivo, o produtor vendeu 0,45% mais caro do que o observado em janeiro. A alta no mês colocou o acumulado no ano em 0,02%.
Metalurgia: em fevereiro, a variação de preços da atividade foi de 2,03% em relação ao mês anterior, terceiro resultado positivo consecutivo neste indicador e a maior alta observada desde maio de 2022, quando havia variado 2,05%. Dentre todos os setores pesquisados, o de metalurgia apresentou a terceira maior variação na passagem de janeiro para fevereiro, além da segunda influência mais intensa no resultado geral da indústria (0,12 p.p. em 0,06%).
No resultado acumulado em 2024, a atividade também se destaca, com a terceira maior variação (3,51%) e quarta maior influência (0,20 p.p. em -0,18%) dentre todos os setores analisados. E, no indicador acumulado em 12 meses, um novo destaque, mas dessa vez com resultado negativo. O setor acumula uma queda de 6,69% no período, apresentando a quarta influência mais intensa (-0,41 p.p. em -5,16%).

Redação It's Money
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