Irã ameaça retaliar Israel se ataques a Beirute continuarem
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Irã ameaça retaliar Israel se ataques a Beirute continuarem
1 jun 2026

O Comando Militar Central do Irã anunciou que retaliará Israel se o país mantiver os ataques contra os subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah. O governo iraniano também alertou a população do norte de Israel a se retirar da região, diante da escalada da ofensiva militar.
A TV estatal iraniana informou que o cessar-fogo firmado entre Irã e Estados Unidos no início de abril corre risco de ruptura caso os ataques israelenses contra o Hezbollah no Líbano persistam. Em meio ao cenário, a agência Tasnim anunciou a suspensão das negociações indiretas entre Teerã e Washington, que vinham ocorrendo via mediadores, como consequência da intensificação ofensiva em território libanês.
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Aumento da tensão e impactos econômicos
A suspensão das conversas entre Irã e EUA representa um obstáculo significativo para a resolução do conflito, que já dura três meses e envolve Estados Unidos, Israel e Irã, além do Hezbollah. A tensão aumentou após o Irã declarar ter atacado uma base aérea americana em resposta a bombardeios norte-americanos contra alvos iranianos, o que elevou a pressão sobre o cessar-fogo.
Com essa escalada, o preço do barril de petróleo subiu mais de 6%, reflexo da instabilidade na região que inclui o fechamento, pelo Irã, do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito.
Contexto do conflito e movimentações internacionais
Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, milhares de pessoas foram mortas, principalmente no Irã e no Líbano, e mais de 1 milhão de libaneses foram deslocados. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ataques contra áreas ligadas ao Hezbollah em Beirute, acusando o grupo de violações do cessar-fogo.
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, destacou que a situação no Líbano dificulta avanços diplomáticos. A chamada Frente de Resistência, formada por aliados do Irã no Iêmen, Líbano e Iraque, planeja expandir ataques estratégicos, incluindo possíveis ações no Estreito de Bab el-Mandeb, importante passagem para o canal de Suez.
No Kuwait, sistemas de defesa aérea foram ativados após ataques iranianos contra uma base aérea americana não especificada. Também houve interceptação de mísseis iranianos direcionados a tropas americanas no país, sem feridos.
Esforços diplomáticos e plano para desescalada
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manteve conversas com o presidente libanês e o primeiro-ministro israelense para discutir negociações e propôs um plano de desescalada gradual no Líbano. Apesar disso, o mais recente aumento da tensão reflete as dificuldades em retomar o diálogo.
O presidente americano Donald Trump afirmou acreditar que o Irã deseja um acordo, porém enfrenta resistências internas. Entre os pontos divergentes estão a suspensão das sanções, a liberação de receitas petrolíferas congeladas e o fim do bloqueio dos portos iranianos, imposto em retaliação ao bloqueio do Estreito de Ormuz por Teerã.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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