Morgan Stanley reduz recomendação para ações da Vale e preço-alvo recua 15%
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Morgan Stanley reduz recomendação para ações da Vale e preço-alvo recua 15%
8 jul 2026

As ações da mineradora Vale (VALE3) registram queda expressiva na B3, acompanhando o movimento negativo dos recibos de ações (ADRs) na Bolsa de Nova York. Por volta das 14h, os papéis caíam mais de 4% na bolsa brasileira, enquanto os ADRs apresentavam baixa superior a 3% na Nyse.
O recuo ocorre após o Morgan Stanley alterar a recomendação para as ações da Vale, passando de compra para neutra. O banco americano também revisou o preço-alvo dos ADRs, reduzindo-o de US$ 19,50 para US$ 16,50, queda de 15%. Atualmente, os ADRs são negociados próximo a US$ 14,00.
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Mudanças nas projeções e desafios para a Vale
Segundo analistas do Morgan Stanley, a Vale enfrenta perspectivas desafiadoras relacionadas à demanda global de aço e custos operacionais. Destacam a previsão de menor produção mundial de aço, principalmente na China, onde a produção deve cair 2%, superando as estimativas anteriores.
Essa redução na demanda impacta a oferta de minério de ferro, que deve apresentar um excedente significativo. Como consequência, a equipe de commodities do banco revisou para baixo as expectativas de alta nos preços do minério para o período de 2026 a 2028.
Aumento nos custos e impacto na rentabilidade
Além das pressões na demanda, o Morgan Stanley também elevou as projeções para o custo operacional da Vale. Agora, estima-se um custo de US$ 23 por tonelada ainda neste ano, valor 5% superior ao modelo anterior e acima da previsão da diretoria da mineradora.
Outro fator mencionado é o aumento estrutural das taxas de frete, que continuam acima dos níveis históricos. Essa situação prejudica a rota comercial entre Brasil e China, reduzindo a margem líquida da Vale.
O banco projeta que a margem de realização da empresa — a diferença entre o preço recebido pelo minério e os custos de frete — deve cair de US$ 78 por tonelada no primeiro trimestre para US$ 62 no quarto trimestre.
As informações são do serviço Valor PRO, do Valor Econômico.
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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