Número de ETFs de renda fixa mais que dobra em um ano
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Número de ETFs de renda fixa mais que dobra em um ano
8 jul 2026

O número de ETFs de renda fixa no Brasil mais que dobrou nos últimos 12 meses, passando de 30 para 65 unidades encerrados em junho, aponta a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quarta-feira (8).
Os fundos negociados em bolsa dessa classe registram alta demanda em meio ao cenário de juros elevados. Em comparação, os ETFs de renda variável também cresceram, mas a uma taxa menor, de 28%, de 107 para 137. No total, a quantidade de ETFs aumentou 47% em um ano, alcançando 202 fundos.
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Número de contas e movimentação financeira
O número de contas que investem em ETFs avançou 33%, de 1,2 milhão para 1,6 milhão no período. A maioria, 83%, é formada por investidores em ETFs de renda variável, enquanto 17% aplicam em ETFs de renda fixa.
Os ETFs receberam a segunda maior captação líquida de recursos no setor de fundos de investimento no primeiro semestre, somando R$ 32,5 bilhões, atrás apenas dos fundos tradicionais de renda fixa, que captaram R$ 108,4 bilhões.
Crescimento do patrimônio e vantagens dos ETFs
O patrimônio líquido total dos ETFs dobrou em um ano, passando de R$ 55,5 bilhões em julho de 2025 para R$ 116,6 bilhões em junho de 2026. O patrimônio dos ETFs de renda fixa cresceu quatro vezes, de R$ 13,8 bilhões para R$ 60,8 bilhões.
Pedro Rudge, diretor da Anbima, destaca que o custo reduzido dos ETFs os torna mais atraentes do que os fundos tradicionais de renda fixa. "A tendência é que os fundos diminuam suas taxas para competir com os ETFs", afirmou na coletiva de imprensa.
Além do custo menor, os ETFs de renda fixa são mais acessíveis, possuem maior liquidez e não têm come-cotas, a cobrança antecipada de Imposto de Renda presente em alguns fundos tradicionais.
Perspectivas para o mercado de ETFs
Rudge também enfatizou que a alteração no modelo de remuneração de assessores, passando para uma taxa fixa sobre a carteira ao invés de comissão por produto, pode acelerar a distribuição de ETFs no mercado. Segundo ele, "a tendência é esse tipo de fundo ganhar uma fatia maior do mercado".
Fonte:
- Valor Invest

Redação It's Money
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